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Liz Truss

por Miguel Bastos, em 06.09.22

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"I will get Britain working again / Eu vou pôr o Reino Unido a funcionar, de novo", diz Liz Truss. Numa primeira impressão, soa-me a uma mistura de "Labour isn't working", um slogan de Margaret Thatcher, com "Make America great again", de Donald Trump. Um bom começo, portanto.

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Festas, festas

por Miguel Bastos, em 31.01.22

Boris Johnson comentou, há pouco, no parlamento, o inquérito ao "Partygate".
Eu também gosto muito de festas. Sou um pândego, um galhofeiro, um folião. Mas só em part-time. A tempo inteiro - 24 horas por dia - e em tempo de pandemia, não é para todos. Aliás, o problema é que não foi para todos. Foi, mesmo, só para alguns. Parece coisa de filme.

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Falta gasolina

por Miguel Bastos, em 01.10.21

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Coisa de filme-catástrofe. O primeiro-ministro britânico colocou os militares de prontidão. A ordem pública está ameaçada. Por causa dos estrangeiros. Melhor dizendo, pela falta deles. As pessoas correram que nem doidas para as bombas de gasolina. O risco de faltar gasolina é real, porque faltam motoristas que garantam o abastecimento. E não é só de gasolina. Teme-se a falta de alimentos, produtos de higiene, medicamentos, bebidas. Quase tudo. A coisa está de tal forma, que Boris Johnson - que se tem dedicado a transformar o Reino Unido numa ilha, novamente isolada, e a expulsar trabalhadores que eram "europeus" e agora são "estrangeiros"; Boris Johnson - que até foi salvo por um enfermeiro estrangeiro (português, no caso) que trabalhava para o sistema nacional de saúde que ele não gostava, mas depois parece que, afinal, até passou a gostar; Boris Johnson - dizia eu - que fez o Brexit e andou a expulsar os trabalhadores estrangeiros para fazer um "Great Britain, Great Again", autorizou a contratação de 5 mil camionistas estrangeiros, para resolver o assunto.
 
É claro que esta gente devia-lhe fazer o gesto bonito que Rafael Bordalo Pinheiro imortalizou, em cerâmica artística das Caldas. Mas, tal como os britânicos, os camionistas precisam de comer. E, com maços de libras a abanar, o governo britânico vai acabar por conseguir aquilo que quer. Mas não fazia mal nenhum aos cidadãos do Reino Unido pensarem um bocadinho melhor, nesta coisa dos estrangeiros. E (já agora) os europeus, em geral, e os portugueses, em particular.
[Foto: Neil Hall / EPA]

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Discoteca

por Miguel Bastos, em 19.07.21

Lá, do alto da sua torre de isolamento profilático no "countryside", o primeiro-ministro britânico dirigiu-se aos súbditos de sua majestade: primeiro, pediu-lhes juízo; depois, mandou abrir as discotecas. 

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Britgreen

por Miguel Bastos, em 08.06.21

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O governo português fez voz grossa e os espanhóis fizeram marcha-atrás: já não vão exigir um teste negativo ou um comprovativo de vacinação, a quem cruzar a fronteira terrestre. A tremer, estão já os ingleses, com o Britgreen - processo que obriga a recolocar Portugal na lista verde. "In between", ainda revemos o tratado de Methuen.

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Brexit: de saída...

por Miguel Bastos, em 09.07.18

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Os britânicos são bons a sair. O Brexit é a prova disso mesmo. O antigo primeiro-ministro David Cameron saiu, antes mesmo da saída começar. Ontem, saíram o ministro do Brexit (David Davis) e o seu número 2 (Steve Baker). Hoje saiu Boris Johnson. Mas esta coisa de sair, ainda pode melhorar. Basta que os britânicos descubram porque é que saem, para quê, para onde e por onde…

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Cameron e o Brexit

por Miguel Bastos, em 22.06.16

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Cameron vai ficar na história. Mas não será por boas razões. A sua estratégia para desafiar a Europa e afirmar o poder do Reino Unido era um jogo perigoso. O resultado está à vista: saem todos a perder. Pior era difícil.

 
Para combater o crescimento da direita nacionalista no Reino Unido, Cameron resolveu fazer um jogo perigoso. Andou a bater o pé à Europa. Denegriu as instituições europeias. Negociou e conseguiu alargar o estatuto de excepção do Reino Unidos, no seio da Europa. Depois, submeteu a permanência do Reino Unido a um referendo. Agora, faz campanha a favor da permanência, sem que ninguém perceba porquê.
 
Com tudo isto, dividiu o Reino Unido entre simpatizantes da saída e da permanência. Fez crescer o nacionalismo, o populismo, a xenófobia, o anti-europeísmo. Dividiu o seu próprio partido. Tem as empresas multinacionais a ameaçarem sair do Reino Unido, tem a Escócia a ameaçar sair do Reino Unido e a juntar-se ao resto da Europa. Depois do referendo, e independentemente do resultado, vai ter que enfrentar a desconfiança e a má vontade do resto da Europa.
 
O que ganhou Cameron com tudo isto? Um lugar na história. Daqueles que ninguém quer…

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