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Alegria

por Miguel Bastos, em 03.07.19

brexit de costas.jpg

Provas da grande maturidade democrática dos deputados anti europeus britânicos: virar as costas, durante o hino da União Europeia; dar as mãos, como as candidatas a "Miss Mundo"; agitar a bandeira, como uma "cheerleader". O Brexit é como o Hino: é uma Alegria.

[Foto REUTERS/Vincent Kessler]

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6-5-4... Zero!

por Miguel Bastos, em 16.06.19
conservadores canal 4.jpg
Contagem decrescente para o BREXIT: 6-5-4... Zero!5 dos 6 candidatos à liderança do Partido Conservador foram, hoje, ao Channel 4 dizer que só há uma forma de vencer o partido do BREXIT. Que é...fazer o BREXIT. Brilhante. Já se percebeu: com estes candidatos, Farage ganha sempre.

(Fotografia Tim Anderson/Channel 4/PA)

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Cartas de amor

por Miguel Bastos, em 02.06.19

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Amanhã, Donald Trump chega ao Reino Unido. Mas, já enviou cartas de amor a Boris Johnson, que daria um “excelente” líder do Partido Conservador; e a Nigel Farage, que é a pessoa ideal para negociar o Brexit. No fundo, Trump tem dois amores, como na canção de Marco Paulo. Mas, se Johnson e Farage são parecidos, Marco e Donald em nada são iguais: um é um cantor popular, o outro é um senhor populista.

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Festa

por Miguel Bastos, em 12.04.19

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Nigel Farage acaba de fundar um novo partido. Chama-se Brexit Party. O nome está bem escolhido. A política britânica é uma festa.

 

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Falta de chá

por Miguel Bastos, em 11.04.19

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Era o país da pontualidade, mas, nos últimos meses, passa a vida a chegar atrasado. Enfim, uma vergonha. E agora, que já são 6 horas, vou tomar o meu chá das 5. Com a vossa licença...

 

 

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Viagem de finalistas

por Miguel Bastos, em 30.01.19

Brexit. Theresa May tem missão de risco em Bruxelas

Querida Theresa,

Como eu a compreendo. Uma vez, há muitos anos, liderei um processo parecido com o seu. Foi uma viagem de finalistas. Combinámos o destino e tentámos marcar a viagem numa agência - uma Euro-qualquer coisa, como se usava na altura. Quando tudo parecia decidido, houve quem não gostasse do preço e desistisse. Com essas desistências, a viagem ficou mais cara e outros desistiram a seguir. Tentei outros destinos, o que agradou a uns, mas levou a novas desistências. E os preços voltaram a subir. A última marcação veio com ultimato: "ou isto ou nada". Acabámos, uns poucos resistentes, exilados na Madeira, como o seu compatriota Churchill. Se precisar de mim, disponha. Boa sorte lá com os seus colegas e com a sua euro-agência.

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Os inimigos

por Miguel Bastos, em 12.12.18

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“E, ali, estão os nossos inimigos”, terá dito Winston Churchill. “Na bancada dos trabalhistas?”, perguntou o jovem conservador. “Não, esses são os nossos adversários”.

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Brexit: de saída...

por Miguel Bastos, em 09.07.18

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Os britânicos são bons a sair. O Brexit é a prova disso mesmo. O antigo primeiro-ministro David Cameron saiu, antes mesmo da saída começar. Ontem, saíram o ministro do Brexit (David Davis) e o seu número 2 (Steve Baker). Hoje saiu Boris Johnson. Mas esta coisa de sair, ainda pode melhorar. Basta que os britânicos descubram porque é que saem, para quê, para onde e por onde…

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Ganhar ou perder é desporto

por Miguel Bastos, em 08.06.17

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Theresa May resolveu convocar eleições. Porque o país estava a precisar? Porque perdeu a confiança dos eleitores? Não. Apenas, porque achava que as podia ganhar.

 

Vamos a um ponto de situação. O seu antecessor, David Cameron, quis ter sol na eira e chuva no nabal. O nacionalismo e o populismo cresceram, dentro e fora do partido conservador, e Camerou achou que podia usar o descontentamento nas negociações com a União Europeia. Ameava sair e, depois, resolvia ficar, com melhores condições. O tiro saiu-lhe pela culatra e Cameron demitiu-se.

 

Ficou Theresa May que, também, fez campanha pela permanência, e que, agora, é uma entusiasta da saída. Não lhe fez confusão defender uma coisa e o seu contrário. Nem ser primeira-ministra, sem voto popular. Mas as sondagens davam-lhe uma vitória confortavel sobre os trabalhistas e Theresa não resisitiu. Pediu eleições. Só que Corbyn (qual Lili Caneças) provou que estar vivo é o contrário de estar morto. E parece que os trabalhistas vão ter um bom resultado.

 

Ou seja, May deverá ganhar (mas à justa) e sair fragilizada. Pelo meio, não se discutiu Brexit nenhum; a campanha falou de questões internas e deram-se dois atentados. Atentados que vieram lembrar que foi May quem retirou dinheiro, pessoas e equipamentos às forças de segurança. Teresa queria ganhar por muitos. Mas não vai ganahr nada com isto. Nem ela, nem ninguém. Mas, no fundo, "Ganhar ou perder é desporto".

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Yes we May

por Miguel Bastos, em 14.07.16

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Theresa May é a nova primeira ministra do Reino Unido. May foi contra a substituição de Tony Blair por Gordon Brown. Porque não houve eleições. Agora é primeira ministra, sem eleições. Porque mudou de opinião? Não, porque mudou de cargo. May chega ao cargo afirmando que “Brexit é Brexit”. May era eurocéptica. No entanto, fez campanha pela manutenção do Reino Unido na União Europeia. Agora, vai implementar o Brexit, na companhia de Boris Johnson. Johnson era o líder da ala conservadora que fez campanha pela saída. Agora, lidera a diplomacia do novo governo. Dá para perceber? Em teoria não. Na prática, sim. Percebe-se muito bem…

 

Quando Obama usou o slogan “Yes we can” lembrei-me da minha professora de inglês. Quando lhe que pedíamos licença para fazer alguma coisa usávamos a expressão “Can I?”. Ao que ela respondia “No, you can not. But, yes you may”. “May” é mais formal do que “Can”. Mas também tem menos força. O “Yes we Can", de Obama, sugeria capacidade de fazermos coisa juntos. Era sonho e utopia. Substituir “Can” por “May” não é só jogar com as palavras e com o sobrenome da nova primeira ministra. É substituir a utopia pela “realpolitik”. Mas, também, a convicção pela conveniência. E pela incerteza.

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