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B de baca

por Miguel Bastos, em 03.03.21

ondjaki.jpg

"O livro de deslembramento" ainda mal começou e já temos o Mogofores:
 
"o Mogofores tinha esse nome esquisito que eu até nunca perguntei quem lhe tinha castigado assim, e tinha uma mulher muito feia, que tinha vindo de Portugal e trocava algumas letras das palavras
na minha escola quando contei ninguém acreditou, mas em vez de vaca ela dizia «baca», e ainda dizia «dibertido» e «sobaco»
mas há uma palavra que ela dizia sempre e eu tinha de fingir que estava a rir de outra coisa: a mulher do Mogofores dizia «iágua» quando queria beber água
todos riam a disfarçar, um bocadinho, menos o Mogofores"
 
O livro, dizia eu, ainda mal começou e as personagens já nos parecem familiares. (E, sim, tenho familiares em Mogofores. E, não, não é o José Cid). Mas, o mais familiar de todos é, mesmo, o autor: Ondjaki é da casa. Por isso, estranho o selo da Caminho: "autores estrangeiros de língua portuguesa". Como assim, "estrangeiros"?

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Lar, doce lar

por Miguel Bastos, em 08.10.20

lar.jpg

Chamava-se "Lar do pescador", mas para nós era a "D. Alice". Ficava junto à antiga lota, inaugurada pelo Almirante Américo Thomaz, nos anos 50, e abandonada na euforia do Portugal na CEE, em favor de um local mais perto do mar. Mas, apesar da lota ter partido aos poucos (e já a cair aos poucos) o "Lar do pescador" foi ficando e resistindo. Muitos pescadores, de partida ou a chegar, continuavam a passar na D. Alice: para uma sopa, para um copo de vinho, para uma sandes, para um café. Para dois dedos de conversa, anedotas e disparates. Para abraços e rodadas. Para forrar o estômago e afastar o sono. A D. Alice e os pescadores viram a fauna a crescer e a diversificar-se: homens da construção, operários, guardas noturnos, prostitutas, notívagos, estudantes universitários. Já não sei quando fechou. Mas, antes de fechar, o "Lar do pescador" foi uma casa aberta.

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Feira de Março

por Miguel Bastos, em 25.03.20

feira.jpg

Obrigado, Feira de Março. Graças a ti, nunca me esqueci dos anos do meu pai. O meu pai já cá não está, há uns anos. Tu, este ano, também não estás. Volta para o ano, por favor. É que eu sou péssimo com aniversários.

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Quanto mais Kent melhor

por Miguel Bastos, em 04.06.18

stacey kent.jpg

Stacey kent passou por Portugal. Quatro datas (Lisboa, Porto, Figueira da Foz e Aveiro), na companhia da Orquestra Filarmonia das Beiras. Cantou jazz, claro, muito jazz: com bossa nova, samba, pop, chanson, embrulhados em belíssimos arranjos orquestrais. Stacey conversou em português, sorriu muito e abandonou o Teatro Aveirense depois de pôr o público a trautear, em uníssono, "Jardin d'inver", de Henri Salvador. Lindo! Volta sempre, Stacey. Quanto mais Kent melhor... 

 

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