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Cacia

por Miguel Bastos, em 29.11.21

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Roma e Cacia não se fizeram num dia

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Frente a frente

por Miguel Bastos, em 08.11.21

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Ilhas da Ria

por Miguel Bastos, em 06.09.21

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"Sabes que há quintas, abandonadas, nas Ilhas da Ria?", perguntava-me. "Sabes que há gado, a pastar, no meio da Ria", dizia-me no fim-de-semana seguinte. O António estava maravilhado com as descobertas que andava a fazer no barco de um amigo. Eu também, só de o ouvir contar. A Ria de Aveiro tem uma extensão de quase cinquenta quilómetros. É uma mancha recortada, com curvas e contracurvas, pontilhada de ilhas e penínsulas, com zonas traçadas a régua e esquadro para marinhas de sal e viveiros, com avenidas de águas profundas e correntes traiçoeiras, e recantos de sapal com pouco mais de um palmo de água. A Ria está lá dentro, misteriosa, a guardar os seus segredos. A maioria das pessoas, que vivem à volta dela, permanecem à margem: indiferentes ou curiosas; ignorantes, em qualquer dos casos. A Ria é uma casa de portas e janelas abertas, mas de cortinados corridos para evitar olhares indiscretos. Se é difícil espreitar, é, ainda, mais difícil conhecer.
Pequenino (mas precioso), o livro "Ilhas da Ria", da jornalista Maria José Santana, não nos torna íntimos lá de casa. Mas, pelo menos, já temos um colega, que é amigo de um familiar que ainda trabalhou para um senhor que tinha uma ilha, plantada no meio da laguna... que, nos anos 50, ainda produzia batatas, frutas e legumes, e que...

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Postal

por Miguel Bastos, em 01.09.21

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"Ainda bem que chegaste", costumava dizer-me um velho amigo de infância, quando eu chegava de férias. "Podes-me ler o postal que me enviaste? Gostei muito, mas não percebi nada do que está escrito. A tua letra é terrível." Não sei se vou perceber o livro “Ilhas da Ria”, da Maria José Santana. Aparentemente, a letra não é má. E já vi o postal. É lindo, tem uma foto do Adriano Miranda.

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Os "bês" e os "vês"

por Miguel Bastos, em 18.08.21

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Nós, os de Aveiro, não trocamos os "bês" pelos "vês". Sabemos que os "vês" existem. São consoantes mudas: veem-se, mas não se ouvem. Com o amor, é o contrário. É um fogo que não se vê, mas que se ouve: por exemplo, nas canções do Cid.

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Flamingos

por Miguel Bastos, em 21.07.21

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Bem, há tantos flamingos na ria de Aveiro, que acho que já sei onde é que o Christopher Cross vai gravar o próximo disco!

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Capital Europeia

por Miguel Bastos, em 12.07.21

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Este fim-de-semana, fui ver a recuperação de uma obra de arquitetura. A obra é do pai do modernismo português, que sonhou fazer uma torre à americana, na minha aldeia. A recuperação é do filho, Bernardo Távora (este é biológico - Siza é só em sentido figurado), que me fez o favor de assinar o livro que documenta o trabalho de ambos. No mesmo dia, no mesmo edifício, foi, depois, homenageado Mário Sacramento, figura destacada na oposição ao salazarismo, que organizou os Congressos Republicanos de Aveiro e que foi agraciado, na semana passada, com a Ordem da Liberdade, pelo Presidente da República. Pacheco Pereira deu a contextualização histórica, o neto, Vasco, falou da parte emocional. Reencontro um amigo de infância, antigo jornalista do Diário de Notícias; um diretor da RTP, que conheci de guitarra a tiracolo; uma ilustradora, com uma interessante carreira internacional. Às vezes, a minha aldeia parece uma capital europeia. Só não tem uma torre à americana.
[Foto: Câmara Municipal de Aveiro]
 

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B de baca

por Miguel Bastos, em 03.03.21

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"O livro de deslembramento" ainda mal começou e já temos o Mogofores:
 
"o Mogofores tinha esse nome esquisito que eu até nunca perguntei quem lhe tinha castigado assim, e tinha uma mulher muito feia, que tinha vindo de Portugal e trocava algumas letras das palavras
na minha escola quando contei ninguém acreditou, mas em vez de vaca ela dizia «baca», e ainda dizia «dibertido» e «sobaco»
mas há uma palavra que ela dizia sempre e eu tinha de fingir que estava a rir de outra coisa: a mulher do Mogofores dizia «iágua» quando queria beber água
todos riam a disfarçar, um bocadinho, menos o Mogofores"
 
O livro, dizia eu, ainda mal começou e as personagens já nos parecem familiares. (E, sim, tenho familiares em Mogofores. E, não, não é o José Cid). Mas, o mais familiar de todos é, mesmo, o autor: Ondjaki é da casa. Por isso, estranho o selo da Caminho: "autores estrangeiros de língua portuguesa". Como assim, "estrangeiros"?

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Lar, doce lar

por Miguel Bastos, em 08.10.20

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Chamava-se "Lar do pescador", mas para nós era a "D. Alice". Ficava junto à antiga lota, inaugurada pelo Almirante Américo Thomaz, nos anos 50, e abandonada na euforia do Portugal na CEE, em favor de um local mais perto do mar. Mas, apesar da lota ter partido aos poucos (e já a cair aos poucos) o "Lar do pescador" foi ficando e resistindo. Muitos pescadores, de partida ou a chegar, continuavam a passar na D. Alice: para uma sopa, para um copo de vinho, para uma sandes, para um café. Para dois dedos de conversa, anedotas e disparates. Para abraços e rodadas. Para forrar o estômago e afastar o sono. A D. Alice e os pescadores viram a fauna a crescer e a diversificar-se: homens da construção, operários, guardas noturnos, prostitutas, notívagos, estudantes universitários. Já não sei quando fechou. Mas, antes de fechar, o "Lar do pescador" foi uma casa aberta.

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Feira de Março

por Miguel Bastos, em 25.03.20

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Obrigado, Feira de Março. Graças a ti, nunca me esqueci dos anos do meu pai. O meu pai já cá não está, há uns anos. Tu, este ano, também não estás. Volta para o ano, por favor. É que eu sou péssimo com aniversários.

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