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Postal de Aveiro

por Miguel Bastos, em 30.09.25

AVEIRO POSTAL DA TERRA.jpg

Pediram-me, aqui na estação emissora, para fazer um Postal da Terra. Uma terra chamada Aveiro. Aqui está ele, o Postal. Na fotografia, mais turístico é difícil.
Mas, para além do turismo, acrescentei algumas palavras sobre a construção de um hotel de 12 andares, frente à ria; a disputa de dois irmãos, pela presidência da câmara; o problema do preço da habitação e os assuntos adiados. Pediram-me (na realidade, exigiram-me) para não ir além dos 10 minutos. Consegui. Tem 9'45”. E ainda houve tempo para fados e guitarradas e Aveiro com samba no pé.
 
Para ouvir, aqui:

https://www.rtp.pt/noticias/autarquicas-2025/postal-da-terra-aveiro-desencontro-de-irmaos_a1686965

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Nylon

por Miguel Bastos, em 26.09.25

fitas.jpg 

As pessoas adoram chegar a uma cidade e conhecer as tradições locais. Em Aveiro, por exemplo, existe uma tradição muito, muito antiga, que consiste em colocar uma fita colorida de nylon, nas pontes da cidade. (Há lá coisa mais única e tradicional do que o nylon). É uma tradição que eu julgava secular, mas que, afinal, é milenar, já que nasceu neste milénio. Ah, a tradição...

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E esta, hein?

por Miguel Bastos, em 18.09.25

pessa.jpg 

Acabava, sempre, da mesma maneira: "E esta, hein?" Fernando Pessa era um poeta que eu conhecia, apenas, da televisão. Tinha nascido numa casa a poucos metros da minha, mas estávamos a milhas um do outro. Ele era grande e famoso. Eu era pequeno e manhoso. As pessoas ligavam a televisão, para o ouvir. A mim, ninguém ligava nenhuma. Mas diziam, muitas vezes, que eu era uma "peça" - "saíste-me cá uma peça!" - e eu achava que isso era bom. Ser uma peça - como o outro - significava que, um dia, eu poderia vir a escrever poemas e aparecer na televisão.
Só mais tarde é que me disserem que o Pessa não escrevia poemas. "Estás a fazer confusão, Miguel". Afinal, quem escrevia poemas era outra pessoa, também Fernando. E, depois, disseram-me que essa pessoa, não era só uma pessoa, mas várias. Como assim "várias"? Tentaram-me explicar, mas eu só pensava: "E esta, hein?"

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Alberto Souto

por Miguel Bastos, em 07.07.25

alberto souto.jpgNasci numa casa velhinha. Numa zona que, aos meus olhos de criança, era uma espécie uma aldeia gaulesa, no centro da cidade. Gostava muito "da minha alegre casinha". Tinha três pisos: o melhor era o primeiro “a contar vindo do céu". Mas tinha um problema: à semelhança do chefe dos gauleses, que temia que o céu lhe caísse na cabeça, eu temia que o teto da minha alegre casinha me caísse em cima e me aleijasse a cachimónia. De modo que, continuando a gostar da minha, comecei a olhar para as casas vizinhas, menos velhinhas, nas ruas vizinhas. Ruas com prédios de azulejo e elevador, com títulos académicos e nomes estrangeiros cheios de pinta: Rua Engenheiro Von Haffe ou Rua Engenheiro Oudinot. Havia outra rua que, não tendo nome estrangeiro, parecia estrangeira. Também tinha prédios modernos e tinha passeios grandes, para brincar, e árvores pequenas, para dar sombra, no verão, e luz, no natal. E tinha lojas modernas: uma de roupa, outra de móveis, uma galeria de arte, um self-service, um café, uma pastelaria, um cabeleireiro, uma gelataria, uma discoteca. Só lhe faltava um Centro Comercial, que, entretanto, chegou. E um arranha-céus - como na América - que, entretanto, também chegou. É certo que, afinal, não fizeram uma piscina no último andar (que pena, ia ficar mesmo fixe!). E que, afinal, aquilo já não é a rua Alberto Souto (pormenores, sem a mínima importância). Eu já tinha passado a sonhar com uma casa (um apartamento, à maneira!) na Rua Alberto Souto, que - bem vistas as coisas - nem parecia uma rua, mas duas. Um "L", que desenhava uma espécie de praceta. Para nos orientarmos, eu e os meus amigos começámos a distinguir a rua "Alberto", da rua "Souto": até à esquina, era Alberto; depois da esquina, era "Souto". Mas não resultava, porque dependia do ponto de partida: "de quem vem da Avenida?" ou "de quem vai da Oudinot?". Dava sempre risada, entre nós. Mais tarde (muito mais tarde), fiquei a saber quem era o senhor que dera nome à(s) rua(s). E, entretanto, apareceu outro Alberto, com o mesmo nome de família, a querer ser presidente. E foi. E quer voltar a ser. Mas, agora, há outro que, não tendo o nome da primeira rua, tem o nome da segunda: Souto.

 

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Menina da Ria

por Miguel Bastos, em 03.07.25

menina.jpg

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Aldeia global

por Miguel Bastos, em 26.03.25

aveiro.jpg 

A "aldeia global" é um conceito criado por Marshall McLuhan, nos anos 60. De acordo com o filósofo, as novas tecnologias, ao encurtarem as distâncias, transformam o planeta numa aldeia - onde todos sabemos de todos.
O Vasco Sacramento é da minha aldeia e vou tentando saber dele, à distância. Nesta conversa, com o Nuno Galopim, na Antena 1, não fala de McLuhan. Mas fala da sua vida na aldeia. E da ideia que teve de importar o mundo. E de exportar a aldeia. E, ainda, das tecnologias que encurtam, mas também criam novas distâncias.
A fotografia tirei-a, eu, na minha aldeia.
 
A conversa pode ser ouvida, aqui:

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A Garota bairrista

por Miguel Bastos, em 16.12.24

ELA.jpg 

"Eu sou muito bairrista", disse A Garota Não, "e se eu tivesse uma cantora destas, lá em Setúbal, eu não parava de falar dela". A cantora é Ela Vaz. As duas cantaram juntas e trocaram piropos, pela primeira vez, este fim de semana. "Quem me dera ter a capacidade de falar da Garota", disse Ela. "Se eu tivesse a voz dela só dizia 'boa noite', começava a cantar e estava feito", respondeu a Garota. As duas cantoras partilharam o palco do Teatro Aveirense, na celebração dos 190 anos da Banda Amizade - Banda Sinfónica de Aveiro. A Garota tem feito um percurso extraordinário e tem recebido uma atenção que é mais do que merecida. Já o percurso de Ela Vaz tem sido mais discreto. Talvez, por isso, a Garota não a conhecesse. O que a deixou, até, constrangida. "Como é que eu não conhecia uma voz destas? Incrível!", confidenciou. E foi, nesse contexto, que falou de bairrismo. E da necessidade de falar de Ela Vaz. E de a ouvir, acrescento eu, que não sou nada bairrista. Bem, talvez um bocadinho.
 
Para ouvir, aqui:

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A Aldeia de Egas Moniz

por Miguel Bastos, em 29.11.24

a nossa aldeia.jpg

A vida de Egas Moniz dava um filme? Dava. E deu: um filme, um livro, um Nobel, e, até, uma opereta que ele próprio escreveu. Chamou-lhe "A Nossa Aldeia".

Para ouvir, aqui:

https://www.rtp.pt/noticias/cultura/estreia-se-nova-versao-de-a-nossa-aldeia_a1618257

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O rio

por Miguel Bastos, em 23.10.24

rio ria.jpg  

O rio, a chegar à ria.

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Nevoeiro

por Miguel Bastos, em 22.08.24

esmoriz.jpg 

- E viste a Nessie?
- Onde? Na Barrinha de Esmoriz?!

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