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Estendal

por Miguel Bastos, em 22.03.24

estendal.jpg

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O progresso

por Miguel Bastos, em 06.09.23

casa pcp.jpg 

"Assim mesmo é que é! (Diz o progresso)", canta Vitorino, na "Leitaria Garrett". A canção, de 1984, foi um sucesso: falava de uma leitaria em concreto, em Lisboa. Mas não era difícil pensar noutras leitarias, espalhadas pelo país, ameaçadas pelos "patos bravos" da moda. A "minha" Leitaria Garrett ficava numa casa tradicional portuguesa, na principal avenida de Aveiro. Quando eu cantava a Leitaria Garrett, cantava a "Seletarte", com as suas "madames" e "empregaditas", espalhadas pelo rés do chão. No primeiro andar - sede do PCP - cantavam-se os amanhãs.
Até que os amanhãs chegaram. De uma penada, "o progresso" arrasou os azulejos artísticos, a serralharia decorativa e os vidros coloridos, da Vivenda Aleluia, cuja autoria é atribuída a Silva Rocha. O arquiteto assinou grande parte das casas que dão, à cidade, a fama de "Capital da Arte Nova". Só que a fama é efémera e não resiste ao "progresso". Outros valores se levantam: no caso, dez pisos e mais de 4 mil metros de construção - para habitação, comércio e serviços. Obrigado, progresso.

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Uma casa para Eugénio 2

por Miguel Bastos, em 22.01.23

 arnaldo saraiva.jpg

Durante vários anos, os amigos procuraram uma casa para o poeta, no Porto. E encontraram uma casa, na Foz, que foi, também, a sede da Fundação.
 
A morte do poeta, há quase 20 anos, fez extinguir a Fundação e o espólio de Eugénio de Andrade deixou de ter casa.
 
"Uma casa para Eugénio" é uma reportagem do jornalista Miguel Bastos, com sonoplastia de Rui Fonseca.
 
Para ouvir: clique na imagem ou no link.

https://www.rtp.pt/noticias/cultura/uma-casa-para-eugenio_a1461353

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Uma casa para Eugénio

por Miguel Bastos, em 18.01.23

poetas.jpg 

Nesta altura, Arnaldo ainda era jovem e os poetas ainda eram vivos: Herberto Helder, à esquerda; Eugénio de Andrade, ao centro; Arnaldo Saraiva, à direita, que dedicou grande parte da sua vida ao segundo. Recebeu-me em sua casa, para começarmos a celebrar o centenário de Eugénio. A reportagem passa esta quinta-feira, depois das 10 da manhã, na Antena 1. Chamei-lhe "Uma casa para Eugénio". Obrigado Arnaldo Saraiva, Fernanda Ribeiro, João de Mancelos e João Rapagão, pela generosidade. Obrigado, António Jorge, pelo desafio. Obrigado, Rui Fonseca, pelo talento.

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Os arquitetos

por Miguel Bastos, em 16.01.23

rapagao.jpg 

Normalmente, os arquitetos fazem casas e museus e teatros e hospitais e essas coisas importantes.
Mas, por vezes, são interrompidos por jornalistas.
Nesses dias, passeiam em cemitérios e jardins e tiram fotografias.
  - Importa-se? - pergunta-me o arquiteto João Rapagão.
  - Claro que não. Temos que fingir que estamos a trabalhar?
  - Acho que não é preciso.

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As colónias

por Miguel Bastos, em 09.12.22

FILIPA.jpg 

A menina Filipa cresceu, fascinada, por uma colónia agrícola onde uma amiga da mãe era professora. De tal forma que, depois de se ter tornado professora e arquiteta, escreveu um livro sobre o projeto de colonização interna do Estado Novo. Entre terrenos baldio e terrenos do Estado, foram criadas sete colónias agrícolas, para desenvolver a agricultura e fixar a população. Para isso, era preciso reorganizar a propriedade agrícola. No caso dos terrenos a norte do país, caracterizados pelo minifúndio, o objetivo passava por aumentar a dimensão das parcelas. Nos terrenos a Sul, era preciso fazer o contrário: dividir os vastos terrenos, em parcelas mais pequenas, e entregá-las a casais de colonos. O projeto tinha tanto de utópico, como de revolucionário. Mas, a verdade é que pretendia resolver problemas que ainda hoje permanecem: o despovoamento no interior, a escassez de água nos solos, a dimensão da propriedade. Esta tarde, depois da uma, na Antena 1, vou conversar com a arquiteta Filipa de Castro Guerreiro sobre o assunto.

[Atualização] o programa pode ser ouvido aqui:

https://www.rtp.pt/play/p470/e658508/portugal-em-direto

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Uma cadeira

por Miguel Bastos, em 19.11.21

IMG_3365.JPG

Melhor que uma cabana. Amor e uma cadeira.

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Capital Europeia

por Miguel Bastos, em 12.07.21

tavora.jpg

Este fim-de-semana, fui ver a recuperação de uma obra de arquitetura. A obra é do pai do modernismo português, que sonhou fazer uma torre à americana, na minha aldeia. A recuperação é do filho, Bernardo Távora (este é biológico - Siza é só em sentido figurado), que me fez o favor de assinar o livro que documenta o trabalho de ambos. No mesmo dia, no mesmo edifício, foi, depois, homenageado Mário Sacramento, figura destacada na oposição ao salazarismo, que organizou os Congressos Republicanos de Aveiro e que foi agraciado, na semana passada, com a Ordem da Liberdade, pelo Presidente da República. Pacheco Pereira deu a contextualização histórica, o neto, Vasco, falou da parte emocional. Reencontro um amigo de infância, antigo jornalista do Diário de Notícias; um diretor da RTP, que conheci de guitarra a tiracolo; uma ilustradora, com uma interessante carreira internacional. Às vezes, a minha aldeia parece uma capital europeia. Só não tem uma torre à americana.
[Foto: Câmara Municipal de Aveiro]
 

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Ribeiro Telles

por Miguel Bastos, em 11.11.20

Gonçalo Ribeiro Telles.jpg

No armazém, ao pé da minha casa, estavam pendurados 3 cartazes da AD, emoldurados como se fossem retratos a óleo: num, estava o Sá Carneiro; no outro, o Freitas do Amaral; no terceiro, um senhor mais velho. Na telenovela da noite, um dos protagonistas era jovem, tinha uma namorada bonita e era arquiteto paisagista. Na primeira excursão a Lisboa fomos à Gulbenkian: adorei (tanto) os jardins, que nem entrei no museu. Só mais tarde é que comecei a unir as coisas. Gonçalo Ribeiro Telles era, de facto, mais velho do que os outros, mas não era um velhinho. Os jardins da Gulbenkian dificultavam a entrada no Museu porque eram demasiado belos (acreditam que só à terceira tentativa é que resolvi entrar no CAM?). Ser arquiteto paisagista só é uma profissão jovem e moderna, por causa de pessoas como Gonçalo Ribeiro Telles, que criou um oásis de modernidade, no inverno salazarista. É por isso que, apesar de morrer aos 98 anos, ficamos com a sensação que foi demasiado cedo. Por isso, e, também, porque Portugal teima em chegar demasiado tarde. [Foto: Alfredo Cunha]

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