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Adeus, Jorge Sampaio

por Miguel Bastos, em 10.09.21

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"Gosto e reivindico a capacidade de me comover". Jorge Sampaio rejeitava, assim, a imagem que lhe colocavam do político palavroso, intelectual, frio e distante. A culpa, dizia o próprio, era da cor do cabelo, que não disfarçava a ascendência britânica. Jorge Sampaio teria características dessa herança familiar: metódico, polido, educado, disciplinado, assertivo. Mas era também latino: afetuoso, sentimental, empático, solidário. Esta manhã, na Antena 1, uma antiga assessora referia que o (então) Presidente da República avisava sempre: não lhe pedissem para ser algo que ele não era; nem para dizer coisas que ele não sentia, nem concordava. O que, em política, não costuma dar bons resultados: nem eleitorais, nem de popularidade. Quando José Sócrates chegou à liderança do PS, Mário Soares chamou-lhe o "anti-Guterres". Jorge Sampaio terá sido o "anti-Soares". Não tinha as características que todos os políticos "têm" de ter: porque não queria ter, nem fingir que as tinha. Colocou-se, como era, à disposição do escrutínio e do sufrágio públicos. Prontificou-se a perder - se fosse necessário. Por vezes, perdeu. E, desse modo, a democracia ganhou sempre. Adeus.

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O Sr. Rádio

por Miguel Bastos, em 30.08.21

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Coisa rara: a rádio, nas páginas do jornal. O sr. Macedo, no Público, a falar da rádio - do direto e das diretas. Foi a ouvir rádio (Manuel Alegre, na Rádio Portugal Livre), que o jovem António descobriu a política. Antes, também a ouvir rádio, já tinha decidido o que queria ser quando fosse grande. O que foi (e é): um grande homem da rádio.

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Jornalistas, alfarrabistas

por Miguel Bastos, em 26.07.21

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... e, depois, temos jornalistas que não se vendem. Outros vendem-se, felizmente: como o José Manuel Rosendo, por exemplo. Desculpa, camarada, comprei-te. Estavas barato no alfarrabista.

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Madame Butterfly

por Miguel Bastos, em 15.07.21

Credo, Cio-Cio-San, você hoje está impossível! Pense no seu nome: "Cio-Cio" deve ser para fazer pouco barulho, não acha? Estou, aqui, a tentar ouvir o noticiário e você "oh, oh, oh, que me dói a alma"; "uh, uh, uh, que o meu marido americano nunca mais volta". Ouça, Cio-cio, eu também tenho as minhas dores, mas contenho-me. E preciso de trabalhar, percebe? Você diz que é uma Madame, mas, no fundo, porta-se como uma diva!

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Marco Paulo

por Miguel Bastos, em 14.07.21

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Uns, para ouvir Antena 1
Outros, para ouvir Antena 2
"Eu tenho dois auscultadores", de Miguel Bastos
Sou uma espécie de Marco Paulo, da telefonia. Em fraquinho.

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O meu rádio

por Miguel Bastos, em 08.06.21

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O pessoal lá do meu rádio fez um "lifting" aqui ao meu posto emissor, com direito a maquinetas novas e tudo. 
Agora, falta, apenas, arranjar a cabeleira, a maquilhagem e a fatiota.
Enfim, coisas que melhoram a substância. Já se sabe que a rádio não liga a frivolidades.

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Língua portuguesa

por Miguel Bastos, em 05.05.21

O programa "Portugueses no Mundo" está no ar, há vários anos, na Antena 1. Durante vários anos, a jornalista Alice Vilaça​ costumava perguntar: "De que é que tem mais saudades do nosso país?" As respostas variavam pouco: "da família", "dos amigos", "do sol", "do mar", "do bacalhau". Percebo, é difícil resistir ao bacalhau. Mas, e a língua? Falo da portuguesa, não a do bacalhau. A resposta "da língua" não era habitual. É estranho porque, quando saio de Portugal (basta uma semana), fico cheio de saudades da língua portuguesa, que está ligada ao bacalhau, mas é (ainda) mais saborosa. A minha pátria é a língua de Caetano a roçar na língua de Camões. Hoje, é dia de a celebrar.

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As monjas italianas

por Miguel Bastos, em 06.04.21

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"Vejam, era aqui que elas guardavam as 'samsonites'", disse, apontando para o pequeno espaço, junto ao catre. Estávamos dentro de uma cela, num antigo mosteiro, na américa latina. Vitória, com o seu ar de tia, revelava-se uma excelente camarada de viagem e era dotada de um surpreendente sentido de humor: "A julgar pelo espaço, não traziam muita bagagem, coitadas!" Dedicámos alguns minutos (poucos, que o tempo em viagem voa, ainda, mais rápido) a imaginar a vida daquelas religiosas. O que levaria alguém a deixar tudo, para se dedicar a uma vida de clausura, ali, longe de tudo e de todos? Que vida teriam tido aquelas mulheres até aí? E que vida passaram a ter? Teriam, todas, o mesmo tipo de motivações? Ou foram parar ao mesmo local, por diferentes motivações? Questões parecidas terão estado na origem desta reportagem sobre um conjunto de monjas, que deixaram Itália para uma vida nova, na Aldeia de Palaçoulo, em Trás-os-Montes.

https://www.rtp.pt/noticias/pais/grande-reportagem-antena-1-a-fe-do-silencio_a1309846

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Cabo Delgado

por Miguel Bastos, em 01.03.21

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Cabo Delgado tem estado longe das "gordas" dos jornais, da rádio e da televisão. Este trabalho, do enviado especial da Antena 1, Nuno Amaral, é uma ajuda importante para quebrar um silêncio que incomoda. A rádio - aquela que interessa e que importa - está aqui e agora, sempre; e no fim do mundo, quando é preciso. Ao fim e ao cabo, a rádio está onde deve estar: Cabo Delgado.

Pode ouvir aqui:

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/cabo-delgado-numero-de-deslocados-continua-a-aumentar_a1300813

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Árvores e floresta

por Miguel Bastos, em 15.12.20

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Há um ano, estava em Madrid, a acompanhar a Cimeira do Clima. Foram dias (e noites!) tão intensos que, tendo recebido uma boa notícia, nem tempo tive para a celebrar. O programa "Só neste país", dedicado ao pinheiro, tinha sido premiado na categoria de jornalismo florestal. Na reportagem que fiz, acompanhei Pedro Mónica Ribeiro - um vigilante apaixonado pelas questões ambientais - numa ação para recuperar um espaço florestal em Lousada, no distrito do Porto. A reportagem acabou por se alargar ao grupo de voluntários, dinamizado pela bióloga Milene Matos - pessoas que dão parte do seu tempo livre, para ajudar a criar um mundo melhor. Como tantos outros ali, em Madrid, onde me encontrava.

O programa pode ser ouvido aqui. (Reportagem ao minuto 26).

Só neste país

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