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A promessa

por Miguel Bastos, em 06.03.23

damon.jpg 

Mergulhei neste livro, sem consciência da profundidade. Algo que não me é muito comum. Bem sei que muita gente diz que não liga a críticas, a artigos ou entrevistas com os escritores. Não é o meu caso: ajudam-me a descobrir autores, apontam-me caminhos. O nosso tempo é limitado e a oferta infinita. Portanto, é bom ter quem nos ajude a poupar tempo e (já agora) dinheiro. Não me passa pela cabeça entrar numa sala de cinema, e só no instante em que começa o filme, ter consciência que, afinal, é um filme de "carros e gajas e porrada". Ou comprar um disco às escuras e descobrir que, afinal, é de música pimba.
Sobre "A Promessa", nada sabia. Nem sequer conhecia o autor: Damon Galgut. Na capa, abaixo do seu nome, a inscrição "Vencedor Booker Prize 2021". Na badana, do lado esquerdo, ficamos a saber que este é o seu terceiro livro. Os dois primeiros já tinham sido candidatos ao Prémio. Na contracapa, os elogios de jornais reputados: "The Guardian", "The Times", "The New Yorker". "Aparentemente, temos escritor", pensei. Temos. Que escritor!
Mergulho, em apneia, no livro "A Promessa". É uma saga familiar - tema comum na literatura - passada na África do Sul. A história decorre ao longo de mais de 30 anos. Durante este período, o país livra-se do "apartheid", mas muitas cicatrizes continuam por sarar. A família, estilhaçada, vai morrendo: um de cada vez, nas mais diversas circunstâncias, dando lugar a diferentes tipos de funeral. Esta é a única altura em que a família (ou que vai restando dela) se encontra. Estamos perante um drama épico, sobre anti-heróis, com mortes súbitas e silêncios eternos. Há uma promessa, claro está. Mas, essa, não é para contar.

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Morreu Frederik de Klerk

por Miguel Bastos, em 11.11.21

de clerk.jpg

Geralmente, as boas notícias não são notícia. Claro que há exceções. A transição dos anos 80 para os 90 teve várias "boas" notícias que foram, mesmo, notícia. Entre elas, a queda do Muro de Berlim, em 1989 - que dividia não só a Alemanha, como a Europa, em duas metades - e a queda do apartheid, em 1991 - que dividia a África do Sul: brancos para um lado, negros para o outro. Hoje voltamos à regra, com uma "má notícia", como as "boas" notícias "devem" ser. Morreu Frederik de Klerk: o presidente da África do Sul que libertou Nelson Mandela, aboliu o apartheid, e, dois anos depois, partilhou o Nobel da Paz com Mandela, que veio o a suceder na presidência. Frederik de Klerk tinha 85 anos e um lugar na história. Infelizmente, também tinha um cancro.

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Zuma na Caneca

por Miguel Bastos, em 14.02.18

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O Presidente da África do Sul renuncia ao cargo. Jacob Zuma antecipa-se, assim, à moção de censura do seu partido: o ANC, do histórico Nelson Mandela. Catrapumba. 

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