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Para que é que votamos?

por Miguel Bastos, em 21.10.15

urna3 voto.jpg

Nunca sabemos porque é que os eleitores votam como votam. Hoje, no DN, o jornalista Ferreira Fernandes diz que “Não foi para isto que eu votei no PS”. Então, foi para quê? Votou no PS, para que o PS deite abaixo umas casas que lhe “estragam a paisagem". Cada português vota como vota, por motivos diferentes. Há quem tenha votado no PS, porque tem um filho desempregado. Há quem vote no PSD, pelo mesmo motivo - mas a culpa foi do Sócrates.

 

A democracia é um sistema curioso. Há muitas pessoas a votar no mesmo sentido, por motivos diferentes. E muita gente a votar em sentidos diferentes, pelo mesmo motivo. Por isso, é preciso ter muito cuidado com as interpretações abusivas. Quando ouço políticos, jornalistas ou comentadores a dizerem que “os portugueses querem” isto ou aquilo, sinto-me espanhol.

 

Portanto, nem “os portugueses” quiseram um governo da coligação; nem “os portugueses” querem uma maioria de esquerda. Há uma percentagem de portugueses que quer uma coisa, e várias percentagens de portugueses que querem outras coisas. O resto, como diz Fernandes, são “surpresas do caraças”

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21 comentários

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Makiavel a 21.10.2015

Similar a esse tipo de discurso interpretativo do que querem os portugueses é o tantas vezes usado "interesse nacional" e declarações mais ou menos tonitroantes de "o meu partido é Portugal". Ele há bafio que custa a sair.
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Miguel Bastos a 21.10.2015

Caro Makiavel,
Ainda bem que nãos lhe agradam os lugares comuns.

Obrigado por ter passado cá em casa. E por usar a palavra tonitruante.

Um abraço,
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Maria Silvestre a 21.10.2015





    Eu se votei no PS, não foi para levar com os comunas nem com o bloco de esquelha.
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Miguel Bastos a 21.10.2015

É um motivo tão legítimo como as "casas que estragam a vista"...
Cumprimentos,
Miguel
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Makiavel a 21.10.2015

Também li o texto do Ferreira Fernandes, cuja prosa aprecio em geral, e neste texto ele usou de uma fina ironia que não sei se toda a gente que o leu entendeu.
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Miguel Bastos a 21.10.2015

Temo que não tenham entendido.
Aliás, eu também não sei se entendi.
E é por isso que eu gosto de ironia e do Ferreira Fernandes.
Um abraço,
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Makiavel a 21.10.2015

A senhora não votou PS, ponto final parágrafo.
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Maria a 21.10.2015

Meu caro amigo não é só a direita que vota. Porque quem mais votou foi a esquerda e não a direita. Quanto à coligação a direita já se esqueceu que nas legislativas anteriores a coligação PSD/CDS só foi anunciada depois da eleições, mas a direita tem uma memória muito curta ou devem de estar senil com certeza. Estão tão agarrados ao poder que não querem largar os tachos.
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Anónimo a 21.10.2015

Não fui votar.
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Anónimo a 21.10.2015

Fez bem, agora conforme-se com o que escolherem por si.
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poetadoricso a 21.10.2015

Eu fui votar. Votei nulo.
A minha mulher votou no PS, para o PS fazer oposição à coligação.
Num caso ou no outro os nossos votos de nada valeram.
Mas o mais perdido foi o dela.
Na próxima votamos os dois na Coligação. Não há o risco de coligações com o BE e PCP.
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Miguel Bastos a 21.10.2015

Continuo a achar que os votos valem sempre para alguma coisa.
Não esteja é tão certo quanto há coligação de direita. Não se sabe se esta volta a existir ou que coligações se fazem a seguir.

Um abraço,
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poetadorisco a 24.10.2015

É verdade, ninguém pode garantir que a Coligação será para manter.
Nem a de Direita, nem a de Esquerda.
Abraço,
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Makiavel a 21.10.2015

Pela quantidade de gente que diz ter votado PS para agora vir dizer que se sente traída, nem compreendo como é que o PS não teve maioria absolutíssima.
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Manuel a 21.10.2015

É um mistério... Há uma semana, os votantes da Coligação, deixavam em dúvida porque razão eles não tinham tido 140% dos votos. Era tal a quantidade de pessoas que diziam ter votado na coligação e não queriam governos de esquerda "porque a direita teve 2 milhões de votos". Os de esquerda mal falavam, pois eram atacados sem dó nem piedade por bandos de "cães raivosos" a considerar que tinham perdido e deviam ajoelhar-se e pedir à coligação que os poupasse.


Agora, começou a aparecer uma quantidade GIGANTESCA de pessoas, que a semana passada tinham votado na Coligação e queriam que Passos Coelho fosse indigitado (ainda antes do apuramento das mesas internacionais) logo no dia 5 de Outubro... agora votaram PS e não querem um governo de esquerda.
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José da Xã a 21.10.2015

Este post faz muito sentido.
Mas a pergunta paira no ar... Porque Costa se "agacha" à esquerda radical? Subrepticiamente, AC ao fazer acordo com o PCP e o BE, aguenta-se na frente do PS.
Fosse Costa um "rapaz" às direitas (sem qualquer conotação política!!!), na noite de 4 de Outubro tinha colocado o seu lugar à disposição.
O problema é que o cheiro do poder é demasiado activo! ri agora é Seguro...
Só mais uma questão... O decano Soares não diz nada?
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Miguel Bastos a 21.10.2015

É uma excelente questão...
Um abraço,
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André a 21.10.2015

Também tenho a questão de saber porque é que Passos Coelho e Paulo Portas, que pediram a cabeça de todos os líderes da oposição, durante a campanha eleitoral com a promessa que "Não precisamos de negociar com ninguém, os portugueses sabem que nenhum partido de esquerda serve para o governo e vão dar a maioria à coligação" (palavras de Paulo Portas num debate televisivo).
Agora, já disseram que o BE e o PCP, só servem para ir transportar tijolos, o PS ou se subjuga e pede perdão, ou vai ter o seu líder queimado vivo na Praça do Comércio...
Não é engraçado que a coligação hostilizou tanto os outros partidos, que agora não tem qualquer espaço para dizer algo que seja acreditável?


Também me pergunto o que irá acontecer se Passos Coelho e Paulo Portas forem empossados como primeiro ministros, virem o seu programa rejeitado e serem expulsos do governo com uma moção de rejeição?
Vamos ver 1000 seguranças privados a invadir a Assembleia e a executarem, com um tiro na nuca, quem tiver votado a favor da moção de rejeição? Tudo em nome do povo?
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Anónimo a 21.10.2015

Da mesma forma que "somos aquilo que comemos" também será justo dizer que "somos aquilo que votamos". O país onde tanta gente se queixa da falta de emprego, da deterioração da saúde, educação, justiça, etc., etc. também é o país onde a venda de viaturas de luxo, continua a bater records (e não são os angolanos que os compram, pois não cabem na bagagem de porão), as PPP's aumentaram a rentabilidade em quase 30%, os hospitais privados mantêm expectativas de crescimento a 2 dígitos, as fundações e institutos fantasma continuam a consumir dezenas de milhões do OE. Basicamente, há muita gente pertencente ao dito "centralão" que quer alguma coisa mude, para que tudo fique na mesma. Ou seja, não fosse o BE ter ganho tanta dimensão e tudo estaria tranquilo, pois entre laranjas e rosas, toda a gente "come" e no final o povo paga a conta. Sempre assim foi e assim será.
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Anónimo a 21.10.2015

E do Caraças vai ser o que o Parlamento decidir, foi para isso e para isso que foi eleito.
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Tralhas a 21.10.2015

O titulo do post é exatamente a minha duvida eheh
bom post :)

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