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Já Schengen

por Miguel Bastos, em 15.09.15

muro hungria.jpg

Primeiro, a Europa fez de conta que não viu. Depois, era um problema dos países do sul. Quando os refugiados chegaram, em massa, a França e à Hungria a coisa começou a mudar. Em França, os refugiados perceberam que a “Igualdade, Liberdade e Fraternidade” tem dias e que, do outro lado de Calais, não há oásis, só mau tempo no canal. Na Hungria, deram de caras com um líder político que, de urbano, só tem o nome. Orban ergueu um muro, esquecendo que já esteve do outro lado de um.

 

Cameron não se distingue muito. Como Orban, gosta de estar com um pé dentro e outro fora da Europa e lembra que o seu reino não tem espaço para Schengen. Angela Merkel tem estado sozinha e também veio dizer “já Schengen”. A poderosa Alemanha não consegue convencer os parceiros europeus a receber refugiados e também fecha as fronteiras.

 

A Europa não tem memória, nem pensamento, nem discurso, nem liderança. Tem porteiros.

 

“Já Schengen” é a resposta da Europa à Crise dos Refugiados. O último que feche a porta.

 

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3 comentários

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De cheia a 15.09.2015 às 19:06

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Tanta guerra, tanta intolerância

Tanta fome, tanto desespero

Tanta esperança, tanto medo

Tanta água para um cemitério!

 

Tanta criança inocente

Ao colo de quem ambicionava ser Gente

Tanta aposta num dia diferente

Tanta coragem para seguir em frente!

 

Morrer, por morrer, vale mais correr

Do que ouvir os filhos de fome gemer

Porque parte o coração, só de ver

A tantos sacrifícios, os submeter!

 

Quem é que consegue entender?

O que no Mundo está a acontecer

Quem souber, que o diga

Porque custa  muito, ver

Tanta gente a morrer!

 

 

José Silva Costa

 

 

 

Sem imagem de perfil

De Anónimo a 16.09.2015 às 11:33

Obrigado por ter passado por cá, José.


Um abraço,


Miguel
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De cheia a 15.09.2015 às 19:59



Tanta guerra, tanta intolerância



Tanta fome, tanto desespero



Tanta esperança, tanto medo



Tanta água para um cemitério!



 



Tanta criança inocente



Ao colo de quem ambicionava ser Gente



Tanta aposta num dia diferente



Tanta coragem para seguir em frente!



 



Morrer, por morrer, vale mais correr



Do que ouvir os filhos de fome gemer



Porque parte o coração, só de ver



A tantos sacrifícios, os submeter!



 



Quem é que consegue entender?



O que no Mundo está a acontecer



Quem souber, que o diga



Porque custa  muito,
ver



Tanta gente a morrer!



 



 



José Silva Costa



 



 



 



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