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Contribuintes VIP

por Miguel Bastos, em 18.03.15

vip2.jpg

 

O que é isso de ser VIP? Já vi muitas reportagens sobre o assunto: às vezes nas variantes “famosos”, “figuras públicas”, “jet set” ou “socialite”. Nestas categorias, encontramos membros da aristocracia ou da alta burguesia, alguns políticos, empresários, gestores, artistas, caras da televisão, profissionais do croquete, concorrentes de “reality shows”.

 

O VIP perdeu prestígio, mas ficou.

 

Há cartões VIP, entradas VIP, clientes VIP, tendas VIP, e agora, Contribuintes VIP. O que ganhamos quando estamos numa lista VIP de contribuintes? Um acesso especial nas finanças? Tem porta exclusiva, passadeira vermelha? Acumulam-se milhas? Atendem-nos mais depressa? Oferecem-nos vales de desconto? Tem flutes e canapés? Emprestam roupa de costureiro?

 

Uma lista VIP para os impostos é uma coisa bizarra. São VIP os que pagam muito, ou os que pagam pouco? Quem é que faz a lista? Onde é que se colocam os seguranças corpulentos?

 

Os Vistos Gold já davam um ar suficientemente pindérico do país. Não precisávamos de mais coisas VIP.

 

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8 comentários

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De Teodoro a 19.03.2015 às 10:42

O mais engraçado é que em ambos os casos referidos são sempre os directores gerais que tem a culpa, o governo nunca sabe, nunca viu e os outros é que são uns malandros. No tempo do outro senhor (bom ou mau não está aqui em questão), quando a ponte de Entre-os-Rios caíu, o ministro demitiu-se, não estavam à espera que fosse o ministro a mergulhar nas aguas e a ver se a estrutura da ponte estava boa pois não? pois mas ele demitiu-se porque naquela altura ainda havia vergonha e dignidade, coisa que agora não existe.
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De Miguel Bastos a 19.03.2015 às 11:17

Obrigado pelo comentário, Teodoro.

Já são duas, as demissões.

O secretário de Estado quer explicar o caso VIP no parlamento. Vamos ver.

Mas é, de facto, estranho o discurso do "não sabe", "não viu". Se não sabe, devia saber.
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De Daniel Isidro a 19.03.2015 às 15:25

O mais curioso ainda é que o ministro que se demitiu na altura da tragédia de Entre os Rios (Jorge Coelho), facilmente arranjou emprego numa das empresas que mais favoreceu enquanto minstro da pasta que tutelava, e continuo a fazer lobie a seu favor nos governos sucessivos, a Mota Engil!!
Mas claro que foram coincidências, felizes, principalmente para o bolso dele!!
No caso desse artista a tragédia até lhe veio a dar jeito!
Atenção, não quero com isto dizer que estes de agora são menos curruptos que o Sr. Coelhone, mas sem duvidas foi uma muito má escolha para comparação!

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De Makiavel a 19.03.2015 às 13:25

Às alegações de "não sabia" só pode haver duas hipóteses de conclusão: ou, de facto, não sabiam e estamos perante chefias superiores da administração pública em roda livre e de responsáveis políticos babacas, ou então estão a mentir, sabiam e, falam curto e grosso, porta da rua é serventia.
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De Atento a 19.03.2015 às 14:09

"...nas variantes “famosos”, “figuras públicas”, “jet set” ou “socialite”" - estes são a gentalha que NUNCA pagou impostos. Comem á gerações à conta do estado onde durante anos arranjaram "tachos", tanto nos ministérios como em empresas públicas. e ainda gozam com quem cumpre o decer de pagar os impostos, porque esta escumalha, reclama com os serviços até à prescrição.
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De Paulo Ribeiro a 19.03.2015 às 14:24

Eça de Queiroz escreveu em 1871

“Estamos perdidos há muito tempo… O país perdeu a inteligência e a
consciência moral.
Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada.
Os caracteres corrompidos. A prática da vida tem por única direcção a
conveniência.
Não há princípio que não seja desmentido. Não há instituição que não
seja escarnecida.
Ninguém se respeita.Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos.
Ninguém crê na honestidade dos homens públicos. Alguns agiotas felizes exploram.
A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia.
O povo está na miséria. Os serviços públicos são abandonados a uma
rotina dormente.
O Estado é considerado na sua ação fiscal como um ladrão e tratado
como um inimigo.
A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências.
Diz-se por toda a parte, o país está perdido!
Algum opositor do atual governo?
NÃO!”
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De Janeka a 19.03.2015 às 15:23

Oh Paulo Ribeiro. Tem a certeza que o Eça morreu....???
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De Anónimo a 19.03.2015 às 16:10

Então e agora o que vai acontecer aos funcionários que estão com processos disciplinares em cima por terem acedido a algum contribuinte incluido nesta lista VIP: fica sem efeito o processo disciplinar?
Então está provado que o Pedro não foi incomodado com a sua situação tributária porque já está nesta lista VIP desde 1999, devido à sua condição (na altura) de ex deputado...
Agora pergunto o mais importante: Quem é o VIP que vai ter a coragem de dar o primeiro passo em frente a autorizar que vasculhem a sua vida fiscal para saber se não foi beneficiado por ser "intocável"? Ou quem vai ser o cão grande com eles no sítio para pagar na lista e averiguar se alguém foi beneficiado por ser intocável?

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