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Esta manhã, a rádio alertou-me para a chuva. Abri a pestana e olhei para o telemóvel: só chove depois das 10. Abri a persiana e pareceu-me ver chuva. De resto, não fui o único. Vi pessoas, na rua, a passar de guarda-chuva. Saí para rua, antes das 10. Pareceu-me, mesmo, que estava a chover. Mas, resisti. Eu não sou pessoa para me deixar enganar por perceções.
Não costumo duvidar da meteorologia. Mas hoje perguntei-me: “Estará mesmo a chover… ou será um golpe de Estado meteorológico?”
Um verdadeiro thriller atmosférico.
Talvez estejamos a viver essa verdade poética: a realidade pode estar molhada, mas a minha identidade continua seca e inabalável.
Moral da história? Saímos à rua molhados, mas invictos.
Porque o verdadeiro dilúvio… é o da conformidade meteorológica.