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A confiança

por Miguel Bastos, em 07.12.21

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A pandemia aumentou a confiança dos portugueses na ciência e nos profissionais de saúde, refere um estudo da Universidade do Porto, que indica que a população passou a confiar menos nos políticos e nos jornalistas. Espero não ser corporativista, mas fui ver os alinhamentos dos noticiários que referiam o estudo. Eis alguns exemplos:
 
- o governo português garante que está tudo a postos para vacinar os menores
 
- o segundo voo de repatriamento de portugueses, vindo de Moçambique, chegou a Lisboa
 
- a vacinação obrigatória está em discussão, em vários países
 
Claro que podemos (e devemos) discutir as medidas de combate à pandemia, a sua aplicação e fiscalização ou o tempo de decisão. Mas temo que a generalidade das pessoas tenha ficado com a ideia que "os políticos" andam a discutir as vacinas e os confinamentos, enquanto os médicos andam a trabalhar, o que, manifestamente não é verdade. Não são os médicos que compram vacinas, que abrem centros de vacinação, que fecham escolas. Já têm trabalho que chegue.
 
Evidentemente, há muitos casos em que os políticos falham. A nova variante, por exemplo, veio por a nu uma evidência: África continua arredada do processo de vacinação e, enquanto for assim, não será possível controlar a pandemia. E quem é que denúncia isto? Os médicos e cientistas, mas, também, as Nações Unidas, dos... políticos.
 
E, já agora, como é que isto tudo se sabe? Parece que os jornalistas disseram qualquer coisa sobre o assunto. Os mesmos jornalistas que perdem a confiança das pessoas, por causa de fenómenos como a "desinformação" e as chamadas "'fake news'", que são o oposto do jornalismo.
 
O mundo está confuso e as pessoas têm todo o direito de andarem atentas e desconfiadas. Mas, gritar por gritar, disparar em todas as direções ou deitar tudo para o mesmo caixote do lixo, só vai piorar as coisas.

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2 comentários

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Anónimo a 08.12.2021


Desde a invasão do Iraque em 2003 que me apercebi da falsidade da informação que nos era despejada em torrente pelos olhos e ouvidos adentro e as infames WMD com que tiveram mesmo a lata de mentir em directo para milhares de milhões de pessoas que assistiam à reunião publica do Conselho de Segurança da ONU...
Desde então verifico determinadas categorias de notícias com o seu contraditório - e o resultado não abona. Para alguns temas, a falsidade ou a perversão da notícia é quase um facto garantido. E as estatísticas então...

E se no principio da "pandemia" a classe médica era a meus olhos merecedora de crédito e louvores, já não é. Muitas coisas de passaram e ainda passam que são excluidas das notícias e a minha conclusão é que estas classes estão sequestradas das suas ligações às farmacêuticas.
Quanto aos políticos, nem é bom falar... Só pela ultima ocorrência começarem por explicar à senhora não-eleita Van der Leyen a pregar "vacinação obrigatória" esquecendo-se de referir que o marido é CEO de uma farmacêutica que trabalha mRNA...
Muito do que a televisão vende, sem contraditório, não passa de propaganda e medo.
Vejam quão rápidamente se esqueceram deste facto (um em centenas de que guardo os "recibos"):
https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/grupo-de-apoio-a-dgs-mostra-se-contra-a-vacinacao-generalizada-das-criancas-mas-acredita-que-governo-vai-avancar-na-mesma
(sic)

"É dada esta predisposição para vacinar que o grupo acreditar que o seu parecer será ignorado. “Tal como aconteceu com a vacinação dos adolescentes, vamos ter uma decisão política transvertida de parecer técnico”"

(sic)

Mérito aos médicos que recordam e levam a sério o seu Juramento de Hipócrates.
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Anónimo a 08.12.2021


Acho também curiosa a fixação em Africa,
O continente supostamente menos vacinado e contudo (!) com menos "casos" por oposição à Europa, que é o continente mais vacinado, e com mais "casos".

E de repente, a gravidade da "pandemia" deixa de ser determinada por conceitos retrógrados como "mortalidade" e "hospitalização" mas passa a ser apenas "vacinação". Ou seja Africa está "pior" porque tem menos "vacinados".

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