Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

35 anos na CEE

por Miguel Bastos, em 12.06.20

cee.jpg

Soares 85, Cavaco 85, PRD 85, BCP 85, Continente 85, Amoreiras 85, Freitas 86, Soares 86, Madredeus 87, Maioria absoluta 87, FP-25 87, Chiado 88, Rosa Mota 88, Independente 88, Berlim 89, TSF 89, Público 90, A1 91, Timor 91, BES 91, Sub 20 91, Maastricht 92, SIC 92, CCB 92, Geração Rasca 92, Monteiro 92, Siza 92, Cunhal 92, Lisboa 94, Ponte 25 Abril 94, Guterres 95, Sampaio 96, Portas 97, Aborto 98, Ponte Vasco Gama 98, Expo 98, Saramago 98, Amália 99, Bloco 99, Timor 99, Macau 99, Serralves 99, Figo 2001, Porto 2001, Barroso 2002, €uro 2002, Casa Pia 2002, Euro 2004, Santana 2004, Sócrates 2005, Casa Música 2005, BCP 2006, Cavaco 2006, Aborto 2007, Ronaldo 2008, BPN 2008, Fado 2011, Troika 2011, Souto Moura 2011, Passos 2011, BES 2014, Operação Marquês 2014, PT 2015, Oliveira 2015, Costa 2015, Marcelo 2016, Euro 2016, Guterres 2016, Eurovisão 2017, Incêndios 2017, Covid 2019, Brexit 2020. Portugal assinou a Adesão à CEE em 1985. São 35 anos na Montanha Russa.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Unidade

por Miguel Bastos, em 08.10.19

Cavaco Silva está triste com o resultado do PSD. Cavaco Silva diz que Maria Luís Albuquerque é "uma das mulheres com maior capacidade de intervenção" que conheceu. Cavaco Silva considera que é preciso "reconstruir a unidade do partido". Luís Montenegro só deverá falar sobre a "unidade do partido", na quinta ou sexta-feira.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Presidentes na Pastelaria

por Miguel Bastos, em 08.03.16

ex presidentes.jpg

“Eanes é um senhor. Ontem, esteve bem ao falar do ultimato. Sampaio também esteve muito bem. São dois grandes senhores. Continuam a ser. Foram os melhores Presidentes da República. O Soares não foi mau. Esteve bem no primeiro mandato, mas no segundo excedeu-se. Não admira. É um egocêntrico. Só pensava em si. Era ele e ele e a mulher dele… Ainda bem que saiu.”

 

Não cheguei a saber o que é que a minha amostra de duas senhora na casa dos 60/70 anos, classe media alta, que frequentam a minha pastelaria acharam de Cavaco. De Marcelo, uma tem-lhe simpatia a outra responde “É muito fala barato e, em termos de ego, lembra o Soares”.

 

É, por isso, que é muito difícil de falar sobre “os portugueses”, atribuindo-lhe características comuns. Mário Soares foi um Presidente extremamente popular. E, no entanto, muita gente que não gostava dele. Como a senhora ao meu lado. A conversa começou com um “Viu o programa sobre o Marcelo?” e com a resposta “Não vi não. Mas também não me interessava muito, queria ouvir o Eanes e o Sampaio”.

Autoria e outros dados (tags, etc)

O anti-Cavaco

por Miguel Bastos, em 07.03.16

marcelo e cavaco.jpg

Marcelo no lançamento do livro sobre Marcelo. Marcelo na última aula. Marcelo na última arguência. Marcelo a torcer pelo Braga. Marcelo a dizer que o Presidente não pode tomar banho no mar. Não há dúvida: a imprensa está enamorada por Marcelo. Chamam-lhe “Presidente Eleito”, uma nomenclatura que nunca tinha sido usada em Portugal. A imprensa não refere a fonte. Foi Cavaco que o batizou. A imprensa não cita Cavaco.

 

Mário Soares foi, durante muitos anos o “ex-Presidente”. Mais uma designação que nunca tinha sido usada. Foi difícil despedirmo-nos do Presidente Soares. Soares era fixe. Sempre foi. Soares dise que Sócrates era o anti- Guterres. Marcelo é o anti-Cavaco. Cavaco é formal, Marcelo é familiar. Cavaco é palavroso, Marcelo é direto. Cavaco é sisudo, Marcelo é bem-humorado. Cavaco é frio, Marcelo é quente. Marcelo é “cá dos nossos”. Tem a imagem certa, o ritmo certo, as palavras certas.

 

Enquanto Cavaco se despede do cargo, os media “fingem” que foi despedido. Tem os índices de popularidade mais baixos de sempre, é certo. Mas foi votado: uma, duas, três… várias vezes. Há uma espécie de alívio coletivo pela saída de Cavaco. Mas ele sai pelo seu pé. As atenções voltam-se agora para Marcelo.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pacheco Pereira e o PSD

por Miguel Bastos, em 09.12.15

pacheco2.jpg

Pacheco Pereira devia sair do PSD. A sugestão foi de um deputado do partido. Quem? Duarte Marques. Quem? Pois, o problema começa aqui. Os jornais andaram a fazer manchetes com uma declaração de Duarte Marques, que ninguém sabe quem é.

 

Já Pacheco Pereira é bem conhecido. Militou na extrema-esquerda, “centrou-se” na campanha presidencial de Soares, “endireitou-se” com as maiorias de Cavaco Silva. Foi deputado, líder da bancada laranja, vice-presidente do Parlamento Europeu. Mas, conhecemos Pacheco Pereira, sobretudo, dos media. Ele está, há mais de 30 anos, nos jornais, revistas, rádio, televisão, blogosfera. Pacheco Pereira está em todas. Está nos livros, que lê e colecciona, e nos que escreve, com destaque para a extensa biografia de Álvaro Cunhal.

 

Há pouco mais de um mês, o subdiretor do DN, perguntava-lhe porque é que permanecia  militante do PSD se, nos últimos anos, estava sempre a fazer-lhe oposição. Pacheco Pereira responde que o PSD actual, não é o PSD da sua história e mantém a esperança que o PSD recupere a posição charneira entre o centro-esquerda e o centro-direita. Pacheco ainda acredita que o partido mude. Olhando para Duarte Marques, diria que há coisas que nunca mudam…

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Os gostos discutem-se

por Miguel Bastos, em 24.11.15

costa cavaco.jpg

Cavaco chamou António Costa. Chamou ontem, para impor condições. Chamou hoje, para António formar governo. António Costa vai, mesmo, ser primeiro-ministro.

 

Pela primeira vez, na história da democracia portuguesa, não vai governar quem teve mais votos, mas antes quem conseguiu o apoio no parlamento. Pela primeira vez, há uma solução que inclui os partidos à esquerda do PS. Se isso é bom ou mau, é o que se vai ver.

 

Toda a gente andou a discutir a questão da constitucionalidade. De repente, ficámos todos constitucionalistas. Depois, discutimos a legitimidade. Bem, foi tudo legítimo. A coligação ganhou, legitimamente, as eleições. O Presidente convidou, legitimamente, Passos Coelho para formar governo. A oposição chumbou, legitimamente, o governo. Cavaco Silva ouviu, legitimamente, quem achou que devia ouvir. E, final e legitimamente, convidou António Costa a formar governo.

 

Foi tudo legal e foi legítimo. Isso não quer dizer que se ache bem. E que se goste do processo e do resultado. Mas isso, são gostos. E os gostos discutem-se, feliz e legitimamente.

Autoria e outros dados (tags, etc)

O Indy dependente

por Miguel Bastos, em 04.11.15

independente.jpg

Esta semana, o Sapo Blogs surpreendeu-me com um livro sobre o Independente. O livro sai amanhã, mas os autores já andam a deixar pistas.

 

Confesso que estou muito curioso para ler o livro. Gostei logo do grafismo: parece uma capa do jornal. E gostei do subtítulo: “A Máquina de Triturar Políticos”. Era isso que faziam. Escolhiam alvos e atiravam a matar, com títulos irreverentes, acutilantes, hilariantes. Usavam trocadilhos, ditados populares e referências da cultura pop. Mas, apesar da juventude, não havia inocência. O Independente tinha objectivos políticos claros: combater a esquerda, o cavaquismo e o PSD, e afirmar uma nova direita. Esta gente “irreverente”, era, afinal, profundamente conservadora. De tal forma, que o PSD e Cavaco eram “de esquerda”. De esquerda, vejam bem!

 

O Indy acabou porque, afinal, dependia de muitas coisas. Dependia de Cavaco, que saiu do governo; da guerra com o Público e o Expresso, que teimavam em prosperar; do CDS; de Paulo Portas, que, afinal, queria ser político. A sua entrada para a política acabou, simultaneamente, com o jornal e com o CDS, de Manuel Monteiro.

 

Hoje, Paulo Portas coliga-se com o PSD, vota Cavaco, vai votar Marcelo e adora a Europa. O CDS não cresce. Miguel Esteves Cardoso escreve no Público. O Expresso permanece e lidera.

 

Não sei porquê, mas lembrei-me dos vencidos da vida...

Autoria e outros dados (tags, etc)

Indigita, filho, indigita

por Miguel Bastos, em 23.10.15

cavaco2 indigita.jpg

Cavaco Silva resolveu indigitar Passos Coelho como primeiro-ministro. Tomou, mal, uma boa decisão. Foi uma boa decisão porque nomeou o líder da Coligação, a força política mais votada. Mas foi um processo mal conduzido: no tempo e nos termos.

 

O Presidente da República esteve mal antes das eleições ao deixar instalar a ideia de que só nomearia um governo maioritário. Depois, esteve mal quando, a seguir às eleições, chamou Passos Coelho, encarregando-o de formar governo. Durante esse tempo, a Coligação fez de conta que tinha maioria absoluta e o PS fez de conta que ganhou as eleições. Cavaco assistiu ao longe…

 

Finalmente, esteve mal, ontem, nos motivos evocados para justificar a sua decisão. Cavaco Silva, que gosta de propagandear consensos e estabilidade, balcanizou o sistema partidário português e apelou aos deputados do PS para votarem contra a direcção do partido. Finalmente, antecipou a quebra de confiança dos financiadores e dos mercados em Portugal.

 

Bravo, senhor Presidente! Agora, que estamos mais perto da estabilidade, indigitemos.

Autoria e outros dados (tags, etc)

O Ausente da República 

por Miguel Bastos, em 06.10.15

republica.jpg

Res publica, significa “coisa pública”, do povo. A expressão, de origem latina, está na origem da palavra República. A República é, portanto, o regime político do povo, para o povo.

 

Em Portugal, a República era celebrada a 5 de Outubro. Era. Porque, entretanto, a coligação de direita, achou-se no direito de acabar com o feriado que celebrava a coisa pública. Foi incluída nas gorduras do Estado. Houve gente que não gostou muito, mas, diga-se em abono da verdade, não houve grandes protestos. A começar pelo Presidente da (lá está!) República.

 

Este ano, Cavaco Silva decidiu faltar às comemorações. Alegou que tinha de pensar. Pensar em quê? Que não devia ter deixado cortar o feríado? Que não devia ter marcado as eleições para o dia anterior? Passos Coelho, Paulo Portas e António Costa também não foram. Fizeram mal.

 

A implantação da república devia ser um dia de festa para todos. Todos os políticos, servidores da Res publica, e todos nós - a razão de ser da República. Em vez disso, foi uma coisa na Câmara de Lisboa, com algumas pessoas. Uma senhora disse o óbvio, na televisão: que Cavaco Silva só era Presidente, porque havia República. Em vez de Presidente, Cavaco foi o Ausente da República.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Cavaco e a maioria

por Miguel Bastos, em 23.07.15

cavaco eleicoes.jpeg

Cavaco Silva já fixou a data das eleições: 4 de Outubro. Uma boa data, já que deixámos de celebrar a República, de que Cavaco é presidente. Em frente. Para além de fixar a data, Cavaco pediu: "uma maioria estável no Parlamento”. Referiu que é necessária estabilidade, já que continuamos sujeitos a uma forte disciplina financeira.

 

Os partidos não tardaram a reagir: o PSD e o CDS acham que a actual coligação é a única que garante a estabilidade; o PS diz que “é o único partido que pode consagrar uma maioria absoluta”; o PCP lembra que “a estabilidade política significou desestabilização” dos portugueses; o Bloco considera que Cavaco “não tem nenhum mandato” para impor uma maioria ao país.

 

Portanto, tudo na mesma, como a lesma. Os coligados acham que personificam o desejo de Cavaco; o PS também, mas vai fazer tudo sozinho; o PCP e o BE põem-se de fora (como sempre). Os outros dificilmente contam. Em Portugal, uma coligação continua a ser um bicho de sete cabeças. Cavaco tem razão: “não há nenhum motivo para que Portugal seja uma exceção”. Mas vai continuar a ser… Vou ver o Borgen. Está gravado.

Autoria e outros dados (tags, etc)


Mais sobre mim

foto do autor


Calendário

Novembro 2020

D S T Q Q S S
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
2930

Pesquisar

  Pesquisar no Blog

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D