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Radio Ga Ga

por Miguel Bastos, em 13.02.17

É um dos maiores sucessos dos Queen. “Radio Ga Ga” fala da rádio: da forma como foi perdendo influência para a televisão, e, mais tarde, para a MTV - a televisão dos telediscos, que colocou a música num lugar secundário. Os Buggles já tinham avisado: “Video killed the Radio Star”. Mas foi manifesto exagero. Não morreu ninguém. A televisão dos vídeos é que anda a passar mal. Coitada!

 

Mas, Radio Ga Ga, é também uma critica à rádio. Porque foi perdendo a vontade de arriscar, de inovar. Foi perdendo diversidade e ousadia. Foi-se formatando até se tornar uma caricatura, de qualidade duvidosa. A rádio é, como diz a canção, “Ga Ga”, “Gu Gu”, “Blah Blah": para criaturas que ainda não dominam a oralidade. Curiosamente, a rádio adorou o tema. E “Radio Ga Ga” passa, abundantemente, no tipo de rádio que a canção critica.

 

“Radio Ga Ga” com o seu vídeo com imagens do filme “Metropolis”, de Fritz Lang; com referencias à Guerra dos Mundos de H.G Wells, levada para a rádio por Orson Welles; com um refrão orelhudo; com 72 mil pessoas a cantar e a bater palmas, em uníssono, no Live Aid; tornou-se um dos maiores sucessos dos Queen. Apetece ouvi-la, no Dia da Rádio.

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Vanda Miranda

por Miguel Bastos, em 26.09.16

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Nos últimos dias, falou-se de rádio. Tudo por causa de Vanda Miranda. “Que bom!”, pensei. A rádio é pouco falada. Primeira decepção: falou-se da rádio e de Vanda, por causa das redes sociais. Ao sair da Rádio Comercial, Vanda escreveu que, ao passar para a noite da m80, podia levar o filho à escola. Agora, ela está, de novo, no horário da manhã. Muita gente perguntou porquê. E até houve indignação, ou lá o que é. Ou seja, não há rádio, nem Vanda. Só parvoíces. Que pena!

 

Vanda está na capa do b,i., suplemento do jornal Sol, e tem coisas para dizer. O artigo começa por falar em “histórias mal contadas” e na “transferência do ano”. Não foi. Foi só a mudança para a porta do lado. A Rádio Comercial e a m80 são da mesma empresa e partilham instalações. É isso que permite que, por exemplo, Nuno Markl, já tenha tido participações, em direto, nos programas da manhã da Rádio Comercial e da m80. Mas a entrevista correu bem, com boas perguntas e boas respostas. Tenho pena que, para a entrevista existir, tenha que haver “histórias mal contadas” e que para se falar de rádio tenham que existir frases infelizes no Facebook. É o que há.

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Quem vê TV

por Miguel Bastos, em 16.05.16

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“Quem vê TV, sofre mais que no WC”. Assim dizia a música dos Táxi, nos idos anos 80. Passados mais de trinta anos, o que é que as pessoas veem? TV, precisamente. O tema TV WC passava em revista a programação televisiva de então. Dois canais RTP, hino da TV a abrir, hino nacional a fechar. Desenhos animados, novelas, noticiários, concursos e variedades. Não mudou muito, pois não?

 

Durante anos, a salvação da televisão passava por… mais televisão. Primeiro era necessário criar a televisão privada; depois multiplicar canais; finalmente, segmentar, de acordo com o mercado. Durante este tempo todo, falou-se da morte da televisão. Pois, a notícia da sua morte foi sempre exagerada. Quase 100% das pessoas vê televisão, diz o estudo da Universidade Católica. Surpresa? Nenhuma.

 

A rádio, que “ninguém ouve”, é, afinal ouvida por 73% das pessoas. E uma maioria significativa lê jornais e revistas. Ao pé destes dados, ter 60% de pessoas como utilizadoras de internet é uma percentagem “mixuruca”.

 

Podemos discutir estes números? Podemos e devemos. Discutir mesmo. E não andar a reboque de propagandas pseudo-modernistas. Houve um autor que, há muitos anos, perguntava: “Não acham estranho que a morte do livro seja sempre anunciada em livro?”. Eu sempre achei. Ainda acho. Mas eu, levo os livro para o WC.

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Pacheco Pereira e o PSD

por Miguel Bastos, em 09.12.15

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Pacheco Pereira devia sair do PSD. A sugestão foi de um deputado do partido. Quem? Duarte Marques. Quem? Pois, o problema começa aqui. Os jornais andaram a fazer manchetes com uma declaração de Duarte Marques, que ninguém sabe quem é.

 

Já Pacheco Pereira é bem conhecido. Militou na extrema-esquerda, “centrou-se” na campanha presidencial de Soares, “endireitou-se” com as maiorias de Cavaco Silva. Foi deputado, líder da bancada laranja, vice-presidente do Parlamento Europeu. Mas, conhecemos Pacheco Pereira, sobretudo, dos media. Ele está, há mais de 30 anos, nos jornais, revistas, rádio, televisão, blogosfera. Pacheco Pereira está em todas. Está nos livros, que lê e colecciona, e nos que escreve, com destaque para a extensa biografia de Álvaro Cunhal.

 

Há pouco mais de um mês, o subdiretor do DN, perguntava-lhe porque é que permanecia  militante do PSD se, nos últimos anos, estava sempre a fazer-lhe oposição. Pacheco Pereira responde que o PSD actual, não é o PSD da sua história e mantém a esperança que o PSD recupere a posição charneira entre o centro-esquerda e o centro-direita. Pacheco ainda acredita que o partido mude. Olhando para Duarte Marques, diria que há coisas que nunca mudam…

 

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Era uma vez na América

por Miguel Bastos, em 03.12.15

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“Era uma vez na América” é, talvez, o filme da minha vida. É um retrato da América violenta e conflituosa, entre o luxo e a miséria. Há muitos filmes sobre a América. Leone dedicou-lhe uma trilogia. Scorsese e Coppola têm-lhe dedicado uma vida inteira. Ao vermos estes filmes, tentamos perceber a violência constante que existe na América. A luta pela independência, a colonização do oeste, a Guerra Civil, a emigração, as tribos, os gangues, a lei seca, as tensões raciais, a guerra do Vietname, etc.

 

Há um ciclo vicioso entre a violência e a cultura das armas, nos Estados Unidos. Parece compreensível que, com “tantos malucos por aí”, as pessoas queiram ter armas. Mas os resultados estão à vista. Ontem, houve mais um ataque. Usaram armas automáticas, que se vendem legalmente, e explosivos. Morreram 14 pessoas. Na rádio e na TV disseram: “Foi o pior acidente do género, dos últimos… 3 anos”. Este ano, já houve 350 ataques deste género. Foi uma tragédia. Sim. Mas, foi só mais uma. E isso é assustador.

 

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Perfilados do medo

por Miguel Bastos, em 23.11.15

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“A vida sem viver é mais segura”, cantava, a partir de Paris, José Mário Branco. A canção chama-se “Perfilados do medo” (poema de Alexandre O’Neil). Foi registada, em 1971, num disco chamado “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”. Mudaram-se os tempo, é certo, mas o medo ficou. Ou, pelo menos, vai e volta. Paris tem medo. Bruxelas tem medo. Berlim, Londres e Madrid também têm medo. Toda a Europa tem medo.

 

Por isso, escrevi, aqui, que os terroristas vencem sempre. Não precisam de disparar. Basta meterem medo. Ouvi, esta manhã, na Antena 1 a descrição de Bruxelas, uma cidade paralisada. E ouvi soluções mágicas de ouvintes. Com voz de homem e atitude de macho, ditaram: é preciso bombardear o Estado Islâmico, na Síria. Pode ser uma acção necessária. Mas, não percebo como é que isso impede os terroristas de atacar Paris ou Bruxelas. É que os terroristas estão cá. Muitos deles, são de cá. Portanto, o assunto, não se resolve “lá”. Nem se resolve, passando de “Rebanho pelo medo perseguido” a fera que ataca sem sentido.

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Terroristas vencem sempre

por Miguel Bastos, em 16.11.15

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O problema com o terrorismo, é que os terroristas vencem sempre. Vencem, quando falo do assunto. Venceriam, se o ignorasse. Vencem quando matam. Mas, também, quando falham.  Matar (ou tentar matar) uma pessoa (uma só) - no sítio certo, à hora certa - é motivo para colocarem os media, do mundo inteiro, a falar sobre o assunto. Com imagens contínuas, em “slow motion” ou “fast foward”. Com notícias e reportagens em direto. Com comentários de especialistas. Com fóruns de ouvintes e espectadores. Com capas de jornais e revistas. Com o tráfego da solidariedade e indignação online. Os terroristas vencem sempre.

 

Vencem com o crescimento da extrema direita e da intolerância. Vencem com os discursos “compreensivos”, que evocam o passado colonialista do ocidente ou a falta de políticas de integração. Vencem com as acções militares contra o inimigo. Vencem com o medo, com a raiva, com a violência.

 

Costuma-se dizer, por graça, que o futebol são 11 contra 11 e no final ganha a Alemanha. Com o terrorismo é a mesma coisa. Só que, neste caso, não tem graça nenhuma.

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CR7 brilha no Universo

por Miguel Bastos, em 18.06.15

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Ser o melhor do mundo não chega. CR7 é a galáxia mais brilhante do universo. Ouvi a notícia, na Rádio Renascença, e pensei “Não havia necessidade.” O homem já brilha que chegue. Até ofusca.

 

David Sobral, que lidera uma equipa internacional de astrónomos, explicou o nome: resulta da abreviatura de Cosmos (zona onde a galáxia foi detectada) e Redshift (desvio para o vermelho) de 7. A coincidência fez lembrar a “estrela do futebol”. Será que vamos passar a dizer a “galáxia do futebol”?

 

A descoberta desta galáxia, já foi publicada na Astrophysical Journal. A revista científica deve ser uma espécie de “Jornal do Sporting”: com estrelas variadas, mas sem Bruno de Carvalho na capa.

 

Deixando o umbigo e voltando para o universo, ficam mais alguns dados:

     - O brilho da CR7 é visível

     - É proveniente de "estrelas extremamente jovens”

     - A galáxia, apresentada em Maio, pela NASA, não é mais brilhante

     - Nem sequer é uma galáxia

 

Por fim, CR7 é 20 vezes mais quente e um trilião de vezes mais luminoso do que o Sol. Chega, estou de rastos.

 

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Para começar… a rádio

por Miguel Bastos, em 15.04.15

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O meu primeiro contacto diário com os jornais começa… na rádio. A revista de imprensa de João Paulo Guerra, na Antena 1, é uma óptima maneira de começar o dia. Tem uma selecção de temas criteriosa, tem comparação, tem um olhar crítico, tem humor. E tem a credibilidade de um decano do jornalismo.

 

Só mais tarde chegam os títulos ao telemóvel. Só mais tarde chego ao computador,  ou ao quiosque, para saber o que o mundo andou a fazer, enquanto eu dormia.

 

A rádio tem essa capacidade. Chega depressa e não nos faz perder tempo. Bem sei que muita gente acha este media antigo e até anacrónico. No telemóvel, no tablet ou no computador “tenho a informação que quero, há hora que eu quero”. Há um slogan que parece resumir essa realidade: “As notícias não escolhem hora certa”. Só que esse slogan é de uma rádio: a TSF.

 

A rádio não ocupa espaço, nem ocupa tempo. Notícias no telefone ou no tablet? Não dá jeito, enquanto se lava a cara, se escovam os dentes, se prepara o pequeno almoço. Enquanto faço isso, vou sabendo do mundo. Quando chego aos outros media, já sei por onde começar.

 

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