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Albergue espanhol?

por Miguel Bastos, em 05.01.16

debate presidenciais antena 1.jpg

Estamos na campanha para as presidenciais. Tenho tentado seguir os debates na televisão. É difícil. São mais de 20. Ontem, até ouvi o debate, na rádio, com 10 candidatos. Isso mesmo, dez. Enchiam o estúdio da Antena 1. Falou-se do cargo de presidente, de governação, de demitir governos, do Banif. Tino de Rans adaptou António Variações para dizer que “quando os bancos não têm juízo, o povo é que paga”. Foi um debate e pêras!

 

À noite, Miguel Sousa Tavares considerava que há candidatos que procuram, apenas, publicidade. São as presidenciais ao serviço dos 15 minutos de fama, de Andy Warhol. Freitas do Amaral reforçou o óbvio: ninguém deve começar uma carreira política pela Presidência da República. Maria de Belém já tinha dito o mesmo. Mas Maria é candidata a Belém. Freitas já foi e não volta a ser.

 

A democracia é de todos e para todos. Mas, ao ver tantos e tão estranhos candidatos, pergunto-me se deve ser um albergue espanhol. Com todo o respeito pelo setor hoteleiro e pelos espanhóis.

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Marcelo, rei da presidência

por Miguel Bastos, em 17.12.15

marcelo rei presidencia.jpg

Pacheco Pereira tem razão: Marcelo Rebelo de Sousa conseguiu condicionar o tema das eleições presidenciais. Nos últimos anos, não se falou de outra coisa. Quando se falou de eleições legislativas antecipadas, falou-se, também, de presidenciais. Quando se marcaram as legislativas, falou-se de presidenciais. Quando começou a campanha das legislativas, falou-se de presidenciais. Agora, que devíamos estar a discutir presidenciais, falamos de outra coisa qualquer.

 

Marcelo não condicionou só os media e os outros candidatos da direita. Também condicionou o próprio Partido Socialista. António Costa tem mais estima por ele, do que por Maria de Belém - e não vai mexer uma palha. Manuel Alegre e José Sócrates já chamaram a atenção para os custos que isso vai ter para o PS. Mas já é tarde demais. A “criação” de Sampaio da Nóvoa foi um fiasco; Guterres não estava mesmo interessado; Maria dividiu o caminho para Bélem. O PS vai perder, por falta de comparência. E Marcelo vai mesmo ser entronizado. As eleições serão, apenas, uma formalidade democrática.

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As Presidentas

por Miguel Bastos, em 20.10.15

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O rapper Kanye West anda com ideias de se candidatar à presidência dos Estados Unidos. Obama já ironizou dizendo que ninguém votará num negro com um nome engraçado. Ele já se tinha referido, a si próprio, nesses termos.

 

Na Europa, olhamos, muitas vezes, com sobranceria para os Estados Unidos. Achamo-nos mais cultos, mais abertos, mais multiculturais. Mas, a verdade é que foram eles que elegeram um presidente negro e podem estar à beira de eleger uma Presidente. Ou uma Presidenta, como diz Dilma Rousseff.

 

E em Portugal, estaremos prontos a ter uma Presidenta? Ainda não deve ser desta. Mas, é muito curioso que estejamos, pela primeira vez, com várias mulheres a apresentar candidaturas. Vivemos muitos anos com excepções: Maria de Lurdes Pintassilgo foi candidata, há quase 30 anos; Leonor Beleza teve que pedir para a tratarem por “Ministra”.

 

Os tempos mudaram? Com certeza. Mas não mudam sozinhos. O nosso meio político continua muito fechado sobre si próprio. Mas vai-se abrindo. As Presidentas são um bom exemplo.

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Rui Rio

por Miguel Bastos, em 15.10.15

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Rui Rio não avança para Belém. Porquê? O ex. futuro candidato explica tudo, no JN. Como sempre, explica bem. Os outros é que percebem mal. Ele seria a garantia de estabilidade. Mas não avança, porque a sua candidatura seria vista como desestabilizadora. Ele quer democratizar a vida nacional. Mas não avança, porque o seu partido não obriga toda a gente a votar nele. Ele tem vantagens sobre os outros, para renovar o regime. Mas, nas circunstancias actuais, os outros candidatos têm aptidões mais adequadas.

 

Confusos? Rui Rio explica melhor o problema. Ele queria reformar o sistema político, o sistema  judicial e até na comunicação social (ó ironia!). E acha que pessoa indicada para o fazer. Ele é o melhor, só que descobriu que os outros não acham o mesmo.

 

Como, mesmo assim, estamos confusos, vou socorrer-me de Maria de Belém. A candidata apresentou-se, esta semana, e lembrou que o presidente da República não é coroado, é eleito. A mensagem tinha um alvo: Marcelo Rebelo de Sousa. Mas, pelo vistos, acertou em Rui Rio.

 

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Marcelo e a ortodoxia

por Miguel Bastos, em 13.10.15

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Marcelo Rebelo de Sousa apresentou-se como candidato a Presidente, na sexta, e despediu-se como comentador da TVI, no domingo. A TVI fez-lhe uma festa, com pessoas que se cruzaram com ele na estação. José Alberto Carvalho descreveu o momento como “pouco ortodoxo” e jornais como o Público e o Expresso deram uso à expressão.

 

Na forma, a opção pode não ter sido ortodoxa. Mas, na substância, foi. Aliás, o problema do "fenómeno" Marcelo foi esse. A imagem de comentador ousado, manipulador e traquina foi dando lugar a um Marcelo mais institucional. Durante o espaço de comentário na televisão, os seus interlocutores desistiam de ser jornalistas e passavam a ser seus alunos. Até na forma como se tratavam: ele era sempre o “Professor”, eles eram o “Zé Alberto”, a “Júdite" e o “Juca”. 

 

É pena, Marcelo (e nós) merecíamos mais acutilância. Ricardo Araújo Pereira conseguiu ter alguma, Maria Flor Pedroso também. Mas esses não estiveram na festa. O Marcelo brilhante, controverso, parcial, excêntrico, conspirador, contraditório também não foi. Ficou na (excelente) biografia de Vítor Matos. O da despedida da TVI foi apenas “ortodoxo”.

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Vende-se Presidente

por Miguel Bastos, em 07.10.15

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A noite era de legislativas, mas a TVI resolveu falar de presidenciais. Uma sondagem (mais uma!) dizia que Marcelo Rebelo de Sousa poderá ser o próximo Presidente da República. Marcelo, o comentador, estava a comentar as eleições e foi desafiado a comentar-se, uma vez mais. “Não vou comentar”, disse o professor, “ainda mais em noite de eleições”. José Alberto Carvalho insistiu. Marcelo pareceu incomodado, mas não cedeu.

 

No dia seguinte, Marcelo comentava “o dia seguinte”. José Alberto insistiu que gostaria que o professor comentasse a sondagem da TVI, sobre presidenciais, uma vez que “já não estamos em noite de eleições”. Marcelo recusou. Quando tiver que falar do assunto, não será na TVI.

 

A candidatura presidencial de Marcelo é um segredo de polichinelo. Marcelo joga com isso, divertido. Mas, a TVI podia ser mais discreta a tentar vender um presidente. Não lhe fica bem. Emídio Rangel disse que uma estação de televisão, com mais de 50% de share, vende um Presidente da República. Pode ser que sim. Pode, mas não quer dizer que deva. Marcelo sabe disso.

 

 

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CaMarcelo

por Miguel Bastos, em 20.07.15

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Marcelo Rebelo de Sousa voltou a falar sobre presidenciais. Comentou o eventual avanço da socialista Maria de Belém Roseira e do social-democrata Rui Rio. Sobre Maria de Belém, Marcelo entende que a sua candidatura terá espaço, se o PS perder as legislativas. Sobre Rio, considera que vai ser candidato. Mas há outros candidatos que podem avançar: Alberto João Jardim, Pedro Santana Lopes e “não tem ideia do que os outros pensarão”. Há sorrisos na TVI. “Os outros”, são ele próprio. 

 

É o Marcelo do costume. Mas, surpreendentemente, quando José Alberto Carvalho pergunta se a candidatura de Rui Rio condiciona os outros candidatos, Marcelo surpreende com um “não” categórico. O PSD deve deixar apresentar toda a gente, não declarar apoio a ninguém e depois deixar ver (dentro do centro-direita) quem é que tem a possibilidade de vencer as eleições. Olhando para as sondagens, esse candidato é ele próprio. E aqui está, preto no branco, a sua estratégia.

 

O camartelo é usado nas demolições. O comentador é o CaMarcelo da estratégia do PSD.

 

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Os independentes

por Miguel Bastos, em 09.04.15

paulo morais.jpgcoelhone.jpg

Paulo Morais vai ser candidato às presidenciais. Morais foi vice de Rui Rio, na Câmara do Porto, e tornou-se conhecido, enquanto vice-presidente da associação Transparência e Integridade.

 

Ao Correio da Manhã, o, agora, candidato diz que o combate à corrupção será a sua prioridade. Resta saber, como é que esse combate se pode fazer a partir de Belém…

 

Paulo Morais tem um discurso muito crítico sobre a classe política, que se aproxima de Henrique Neto, mas, também, de Marinho Pinto, que também pode vir a ser candidato às presidenciais. O que é que os vai distinguir?

 

Nas duas últimas eleições presidenciais, tivemos dois candidatos “independentes”. Na primeira, Manuel Alegre; na segunda, Fernando Nobre. Depois, Alegre foi o candidato presidencial do…. PS e Nobre foi candidato à Presidência da Assembleia da República (!), pelo PSD. Com os resultados que se conhecem.

 

Ser independente, não é bom, por si só. Nem é diferenciador: os próximos candidatos poderão ser Carvalho da Silva e Sampaio da Nóvoa.

 

Como diria Jorge Coelhone: “Os independentes são muito imprevisíveis..."

 

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Depois da gripe

por Miguel Bastos, em 08.04.15

Afinal, o último post era premonitório. Falei num produto para desentupir o nariz, sem saber que, entretanto, o meu se iria encher de mucosidade. E assim, escrever tornou-se uma dor de cabeça.

 

Não pude escrever sobre a vitória do PSD na Madeira, com maioria absoluta, sem maioria absoluta e com maioria absoluta outra vez. Nem sobre António Costa - presidente da Câmara ou António Costa - ex-presidente da Câmara. Nem sobre António Costa - o indiferente: indiferente, perante o resultado do PS nas eleições regionais da Madeira; indiferente, à candidatura de Henrique Neto às presidenciais.

 

O mesmo António Costa que, no último acto enquanto presidente da Câmara, andou a passear com um pré-candidato a presidente da República, enquanto dizia que não falava do assunto.

 

É inevitável, nos próximos meses vamos andar a falar, em simultâneo, de eleições legislativas e presidenciais.

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