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Supremacia alemã, salvação americana

por Miguel Bastos, em 21.07.15

shauble.jpg

"Não existe supremacia alemã”, afirmou o ministro das finanças alemãs. A frase está na capa do DN. A palavra “supremacia” não é dita por acaso. 70 anos depois da Segunda Guerra Mundial, a Alemanha sabe bem o peso da palavras “supremacia”. E os que têm criticado a Alemanha, também.

 

Alexis Tsipras ganhou as eleições gregas com um discurso de esperança. A Grécia estava decepcionada com a Europa, mas também com a sua classe política e, particularmente com o PASOK e a Nova Democracia. O novo líder chegou sem amarras. Mas, a primeira coisa que fez foi agitar a bandeira da supremacia alemã.

 

É claro que a Alemanha não tem ajudado a desanuviar o ambiente, nem os restantes países europeus. Daí a importância da entrevista de Schäuble, num tom francamente mais conciliatório. Não negou as diferenças (era impossível escondê-las), mas tornou-as relativas e normais.

 

Nos últimos dias, falou-se do papel de Itália e França no acordo e na manutenção do bom senso. A proposta de Hollande, de uma Europa a duas velocidades, indica que não. Já suspeitávamos, fomos salvos, uma vez mais, pelos americanos.

 

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Novos muros

por Miguel Bastos, em 26.06.15

o muro.jpg

Enquanto os italianos acodem os imigrantes, no mediterrâneo, os franceses fecharam as fronteiras. Em França, esse farol de liberdade e de socialismo Holland(ês), ainda se tem o descaramento de dizer que o problema da emigração é italiano. Bravo Ambrósio!

 

Se os franceses podem fechar fronteiras, porque é que os húngaros não hão-de poder? O governo, de Viktor Orban, teve a ideia brilhante de ressuscitar o muro, para separar a Hungria da Sérvia, de onde vem muita gente à procura do espaço Schengen. O muro terá quatro metro de altura e 175 km de comprimento. Sabe a pouco. Deviam-se fechar os mais de 2 mil km de fronteira e transformar a Hungria numa ilha pura - com pena de morte, e sem os ciganos e os imigrantes, que tanto incomodam o primeiro-ministro.

 

Orban deve-se ter esquecido para que é servia o outro muro. Nessa altura não viajava muito. Agora, sim. Numa das suas última viagens encontrou-se com o presidente da comissão europeia. Juncker cumprimentou-o com um espirituoso “Olá ditador!” John McCain (esse grande esquerdista) já tinha sido mais directo: é um neofascista! A Europa mete medo…

 

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Podemos, mas não queremos

por Miguel Bastos, em 23.03.15

Este fim de semana houve eleições departamentais, em França, e na Andaluzia, em Espanha. Por serem relativamente secundárias, estas eleições passaram relativamente despercebidas, em Portugal.

 

No entanto, depois da vitória do Syriza, na Grécia, elas foram o primeiro teste para perceber para onde é que caminha a Europa, ou, pelo menos, alguns dos seus países.

 

Em França, a Frente Nacional tem vindo a crescer, de eleição para eleição. Em Espanha, assistiu-se ao nascimento do Podemos, que algumas sondagens já colocaram à frente dos partidos tradicionais: o PSOE e o PP. Entre as pessoas mais atentas à política europeia, cresceu a convicção de que o bipartidarismo tinha acabado nestes países. As expetativas foram precipitadas. O avanço da Frente Nacional, em França, foi travado pela vitória da UMP, de Sarkozy. Na Andaluzia, o PSOE venceu (novamente), tendo o PP perdido votos, sem perder o segundo lugar. O Podemos foi terceiro.

 

Foi como se os eleitores tivessem dito: “Podemos, mas não queremos”.

 

O que nos faz pensar em Portugal…

 

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