Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Um Euro

por Miguel Bastos, em 07.06.17

Ontem lanchei fora. Pão com queijo e meia de leite escura. Sobrou-me um euro. Gastei-o num pastel de nata. Mal pensado. Se o tivesse guardado, tinha comprado um banco.

santander.jpg

https://www.rtp.pt/noticias/economia/santander-anuncia-compra-do-banco-popular_n1006555

Autoria e outros dados (tags, etc)

1, 2, 3… diga lá outra vez

por Miguel Bastos, em 04.08.16

1 2 3 rajoy.jpg

Está toda a agente a preparar-se para as terceiras eleições, consecutivas, em Espanha. Foi neste país que se inventou o concurso “1, 2, 3” que colava Portugal à televisão. Todos queriam saber se saía a casa, o carro ou uma coisa nenhuma, ao casal que tentava descobrir os enigmas lidos por Carlos Cruz.

 

Recorde-se o “1, 2, 3”. O concurso tinha três partes. Na primeira, uma prova de cultura geral. Na segunda, uma prova de habilidade. Na terceira, havia uns objetos e uns enigmas que os concorrentes iam eliminando, até chegarem à última escolha. A terceira parte sempre me pareceu uma cachada. Basicamente, Carlos Cruz arrastava o programa, ajudando ou baralhando os concorrentes, que, depois de muito pensar, escolhiam à sorte. Às vezes tinham sorte, outras vezes tinham azar. Depois de dois processos eleitorais, os espanhóis vão votar outra vez? Ou vão deixar de votar, e passam a escolher à sorte?

Autoria e outros dados (tags, etc)

Espanha: na mesma?

por Miguel Bastos, em 28.06.16

rajoy ganha.jpg

As eleições espanholas voltaram a dar vitória ao PP, sem maioria. Portanto: na mesma, como a lesma? Pode ser que não. A verdade é que o PP cresceu, em votos e em mandatos; o PSOE perdeu votos e mandados, mas está à frente do Podemos; o Podemos caiu, nas expetativas e na real; o Ciudadanos também. Os jornais de ontem faziam contas e cenários: PP + PSOE; PP + PSOE + Ciudadanos; PSOE + Podemos + Ciudadanos e, a mais provável, PP+Ciudadanos, com apoio parlamentar do PSOE.

 

Num certo sentido, Espanha não mudou muito, relativamente às eleições de há seis meses. Não há uma vitória clara de um partido, nem a capacidade de um dos partidos clássicos, governar com um dos novos partidos. Uma solução do tipo PP + Ciudadanos ou PSOE + Podemos. Mas há duas diferenças significativas. Primeiro, só há soluções governativas com o  envolvimento dos dois principais partidos, o que parece um regresso ao bipartidarismo. Segundo, mesmo sem maioria, a legitimidade para o PP governar, aumentou. Houve um número significativo de eleitores que deram o seu voto ao partido de Mariano Rajoy e castigaram os outros partidos, que foram penalizados por não se entender. A isto chama-se democracia. São os eleitores que têm o poder e o passam aos políticos. Resta saber se eles sabem o que fazer com ele…

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Espanha empata em casa

por Miguel Bastos, em 21.12.15

eleicoes espanha.jpg

Eleições em Espanha: o PP ganhou, porque ganhou; o PSOE ganhou, não sei porquê; o Podemos e o Cidadãos também ganharam, porque passaram a existir e acabaram com o bipartidarismo. Os Espanhóis estão a ficar parecidos com os portugueses. Todos ganham.

 

Apesar de ter ganho, PP perdeu demasiados votos e mandatos. Sozinho não se aguenta e,  mesmo que conseguisse o apoio dos Cidadãos também não seria suficiente. Portanto, PP sozinho não chega; PP + Cidadãos também não; PSOE + Podemos idem; PSOE + Podemos +  Cidadãos é esquisito; PP + PSOE também. Venceram todos, mas não se percebe o quê. Fala-se em mudança, mas não se percebe que mudança é que aí vem.

 

Em Espanha, havia um partido que ganhava, um partido que perdia, e os outros. Agora, temos um empate. Há mais cenários e narrativas possíveis, mas o fim é uma incógnita. Se for bom, é um filme de David Fincher, se for mau é uma novela da TVI.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Quem é o Franco?

por Miguel Bastos, em 30.07.15

quem e o franco.jpg

 

Um jogador de futebol apresentou-se, aos sócios e à imprensa, com uma t-shirt com a imagem de Franco. O ditador é espanhol, o clube também, o jogador é português. Mas o caso deu que falar nos jornais e nas redes sociais. Não gosto destas ondas de indignação politicamente correctas. Mas o caso, é lamentável.

 

Em comunicado, o jogador reagiu: “Peço desculpa por não conhecer a história de Espanha, mas de facto não fazia a mínima ideia de quem era esta pessoa... até agora!”. Desculpas aceites. A seguir acrescenta “Eu (…) não tenho ideais políticos e nunca votei na minha vida!”. Isso já é mais grave. Mas há pior.

 

Quando lhe perguntaram se ia deitar a t-shirt fora respondeu “Nem pensar, era só o que faltava!” Que é como que diz:

 

“Só porque o senhor fez uma guerra civil, com a ajuda de Hitler e Mussolini, que provocou a morte de um milhão de pessoas?”

“Só porque perseguir, torturou e matou milhares de pessoas durante a sua governação, de quase quarenta anos?”

“Só porque a ditadura durou até à morte de Franco?”

“Era só o que faltava! A t-shirt custou-me 30 euros”

 

O que é mais triste, é que a pobre criatura não aprendeu nada. Desculpa-se a ignorância. Já a estupidez…

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Eurovisão: noite de karaoke

por Miguel Bastos, em 26.05.15

eurovisao suecia.jpg

 

Houve três eleições este fim de semana. Como não há tempo para falar de Espanha, destaco a mais importante: o Festival da Eurovisão.

 

A Suécia venceu, com uma canção em inglês que fala de heróis. “Todos nós somos heróis, não interessa quem amamos, quem somos, aquilo em que acreditamos” disse Måns Zelmerlöw. O cantor estava ao lado da senhora de barba rija, que venceu no ano passado.

 

Na Eurovisão, quase todos abandonaram a sua língua materna. Esta opção torna os ingleses uns tipos esquisitos. São dos únicos que cantam na sua língua. Daí a pontuação fraca. Já os italianos apresentaram a sua versão dos Il Divo, mas ficaram atrás da versão russa da Celine Dion.

 

Li, hoje, que o cantor sueco está a ser acusado de plagiar "Lovers on the Sun”, de David Guetta. (ver aqui) Realmente, a canção é parecida. Mas, por acaso, havia alguma coisa de original naquele Festival?

 

Se as eleições espanholas revelaram indecisão do eleitorado, o Festival da Eurovisão já escolheu o seu caminho: ser uma noite de karaoke, com muitas luzes e estudantes Erasmus. Great!

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Podemos, mas não queremos

por Miguel Bastos, em 23.03.15

Este fim de semana houve eleições departamentais, em França, e na Andaluzia, em Espanha. Por serem relativamente secundárias, estas eleições passaram relativamente despercebidas, em Portugal.

 

No entanto, depois da vitória do Syriza, na Grécia, elas foram o primeiro teste para perceber para onde é que caminha a Europa, ou, pelo menos, alguns dos seus países.

 

Em França, a Frente Nacional tem vindo a crescer, de eleição para eleição. Em Espanha, assistiu-se ao nascimento do Podemos, que algumas sondagens já colocaram à frente dos partidos tradicionais: o PSOE e o PP. Entre as pessoas mais atentas à política europeia, cresceu a convicção de que o bipartidarismo tinha acabado nestes países. As expetativas foram precipitadas. O avanço da Frente Nacional, em França, foi travado pela vitória da UMP, de Sarkozy. Na Andaluzia, o PSOE venceu (novamente), tendo o PP perdido votos, sem perder o segundo lugar. O Podemos foi terceiro.

 

Foi como se os eleitores tivessem dito: “Podemos, mas não queremos”.

 

O que nos faz pensar em Portugal…

 

Autoria e outros dados (tags, etc)


Mais sobre mim

foto do autor


Calendário

Setembro 2019

D S T Q Q S S
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
2930

Pesquisar

  Pesquisar no Blog

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D