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Cazaquistão

por Miguel Bastos, em 28.11.25

- Ó pai! O Cazaquistão é um país rico?
- Não sei assim tantas coisas sobre o Cazaquistão, mas…
- Calculei. Tchau, pai.
- … mas, convém lembrar que se trata de uma antiga república soviética e…
- Ok. Tchau.
- … é um país rico em petróleo.
- Tenho de ir.
- Vai, filho, vai.
- Tás p’raí a falar do Cazaquistão!
- Tu é que perguntaste!
- Pois, pai. Mas eu pensei que tu fosses dizer “sei lá”. Nunca pensei que fosses demorar tanto tempo!

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Tomaste banhinho?

por Miguel Bastos, em 27.11.25

- Ena, tás todo cheirosinho!
- Nota-se, minha linda?
- Nota-se. Tomaste banhinho?
- Sim. Lavei-me por baixo e tudo.
- E consegues, meu gordalhufo?
- Consigo. Tenho os braços compridos.
- Haja alguma coisa comprida, nesse corpinho.
- Do que está à mostra, claro!
- E do que está escondido, aposto!
- Olha-me esta! Tu queres ver...?!
- Não, não quero. Mas obrigada, por teres perguntado.

Ai, estes dois! Um dia destes, casam-se.

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E porque não?

por Miguel Bastos, em 26.11.25

casa musica.jpg 

O compositor brasileiro Heitor Villa-Lobos vai estar em destaque na programação da Casa da Música, para 2026. "Porquê Villa-Lobos?", perguntei. O diretor artístico da Casa da Música devolveu-me a pergunta: "E porque não?" E, depois, defendeu que o compositor brasileiro é um dos grandes compositores dos séculos XIX e XX, mas que, infelizmente, ainda não é tão conhecido como devia. Para além da apresentação integral das "Bachianas Brasileiras" (são 9), a programação vai colocar a obra de Villa-Lobos em diálogo com outros compositores como Bach (naturalmente), mas, também, Bartók, Lopes-Graça ou Ginastera - compositores que aprofundaram a relação entre a música erudita e a música popular.

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O mercado e o 25 de Novembro

por Miguel Bastos, em 25.11.25

25 paulo moura.jpg 

O 25 de Novembro foi, também, um confronto de modelos económicos. No final, ganhou a economia de mercado. Fui ao mercado. Comprei tomates, nabos, alhos, cebolas, brócolos, rabanetes e ovos, a bom preço. Com o que poupei, no mercado, comprei um 25 de Novembro. 

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10 questões sobre o 25 de Novembro

por Miguel Bastos, em 24.11.25

visão.jpg 

Um artigo, jornalístico, que é quase uma tese académica. Em vésperas dos 50 anos do 25 de Novembro, a Visão levanta 10 questões sobre a data histórica e procura dar respostas sobre as mesmas. Foi um golpe de esquerda ou de direita? Quem foram os protagonistas? Quem ganhou? Quem perdeu? O 25 de Novembro foi contra o 25 de Abril? Ou foi a consolidação do mesmo? Deve ser celebrado? Antes de dizer "sim" ou "não", a "favor" ou "contra", convém saber o "quê", "quem", "quando", "onde", "como", "porquê". Enfim, aquelas coisinhas que fazem parte de uma coisa maior chamada jornalismo, que a Visão continua a defender - com as dificuldade que são conhecidas. Obrigado, Filipe Luís.

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Ornella Vanoni

por Miguel Bastos, em 23.11.25

"Conheces a Ornella Vanoni?!”, espantou-se a minha amiga italiana, “Não sabia que ela era conhecida, em Portugal!”. Respondi-lhe que, na minha geração, não era - “Eu é que sou um tipo esquisito”. Nos anos 90, tinha engraçado com um tema novo que me chegara à rádio: chamava-se “Insieme a te”. Percebia-se que a canção era nova, tinha uma produção moderna, mas a cantora tinha um charme que remetia para o passado. Entretanto, encontrei outras canções de Ornella, numas coletâneas de música italiana dos anos 60, que tínhamos lá na rádio. E, a seguir, descobri que já conhecia algumas canções, como “Senza fine” e “L'appuntamento”. Esta última é a adaptação de “Sentado à beira do caminho”, de Roberto Carlos. Finalmente, soube que Ornella gostava tanto de música brasileira, que até gravou um disco inteiro com Vinicius e Toquinho. “Senza Paura” vem desse disco. Nesta apresentação, com Fiorella Mannoia, Ornella ainda estava cheia de vida. Agora, perdeu-a, aos 91 anos.

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Bowie definitivo?

por Miguel Bastos, em 21.11.25

starman.jpg

Já ia na página 100, quando, finalmente, cheguei a "Space Oddity". “Restam”, pensei, “300 páginas, para os restantes 30 discos”. Pareceu-me pouco, muito pouco. Mas, ao mesmo tempo, senti que estas páginas foram necessárias para perceber como é que David se tornou Bowie. Ao contrário de outros artistas que, talvez, tenham nascido com uma queda mais natural para a música, David Bowie teve que procurar muito, observar muito, copiar muito, tentar muito, experimentar muito, falhar muito - até encontrar o seu caminho. E se, a seguir, esse caminho não foi linear, já foi por decisão própria: por razões estéticas, artísticas, pessoais. Por vezes, alguns dos caminhos escolhidos levaram-no a becos que pareciam sem saída. Mas, a verdade é que conseguir sair sempre.
 
“Starman" é uma biografia muito interessante de David Bowie. Mostra a personagem com as suas qualidades, mas também com os seus (muitos) defeitos. O livro realça, ainda, alguns paradoxos. Retenho quatro, de maior dimensão. Nos anos 70, Bowie está no auge da sua criatividade, mas vive obcecado com a ideia de sucesso. Nos anos 80, lança alguns dos seus piores discos, mas é (finalmente) uma estrela planetária. Nos anos 90, o sucesso acumulado transforma-se (finalmente)em riqueza acumulada, mas Bowie quer-se afirmar como artista alternativo. Nos anos 2000, quando parecia estar na fase mais feliz da sua vida, com o nascimento da filha do seu segundo casamento e dois discos bem sucedidos, tem um problema cardíaco que o afasta dos palcos e da vida pública. Para sempre, sabermos depois.
 
"Starman" apresenta-se como um biografia "definitiva". Não me parece que seja. Mas, não deixa de ser uma boa biografia, que me levou a ouvir, de novo, a obra de Bowie. Acabo de me aperceber, por exemplo, que "Heathen" (o penúltimo, antes do problema cardíaco) é um excelente disco. É estranho que, na altura, não me tivesse apercebido.

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Subversivo?

por Miguel Bastos, em 20.11.25

Foto TNSJ José Caldeira.jpg

Era uma vez:
Uma Bela Adormecida, que não queria ser acordada
Uma Branca de Neve, que vai perdoar a madrasta
Uma Gata Borralheira, que duvida do príncipe.
O suiço Robert Walser reescreve as histórias, a partir dos contos tradicionais dos irmãos Grimm. Isto é profundamente subversivo. "Acha?", responde, a perguntar, o encenador. E acrescenta, divertido: "Eu também acho". Nuno Carinhas resolveu juntar as três histórias numa peça de teatro. Uma Walser a três tempos, para ver no Teatro Nacional São João, no Porto.

[Foto TNSJ / José Caldeira]

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Julio e o Modernismo

por Miguel Bastos, em 18.11.25

JULIO.jpg 

Este é o retrato de um artista quando jovem - muito jovem - tinha, apenas, 16 anos. O artista assinou, no verso: "Júlio Pereira". Mais tarde, "encolheu" o nome e tirou-lhe o acento: Julio.
Este retrato, pré-modernista, é mostrado, pela primeira vez, na exposição "Julio e o Modernismo em Portugal", que mostra o longo percurso do artista. Um percurso que chega até ao surrealismo.
A exposição pode ser vista no Centro de Estudos Julio / Saúl Dias, em Vila do Conde - terra do artista.

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Livraria

por Miguel Bastos, em 17.11.25

livraria.jpg 

- Fogo, este tipo ainda escreve livros!
- Quem?
- Este aqui. O gajo é bué da velho!
- Não conheço.
- É professor de Constitucional do Vasco.
- Então não pode ser assim tão velho.
- É, é. É considerado um dos pais da Constituição, vê lá tu!
- E ainda tem que aturar gajos como o Vasco? Coitado!
- Podes crer. Isso devia ser proibido.
- Ya. Devia estar proibido na Constituição!
 
Confirma-se: ir à livraria é uma coisa muito chata.

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