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- Ó pai! O Cazaquistão é um país rico?
- Não sei assim tantas coisas sobre o Cazaquistão, mas…
- Calculei. Tchau, pai.
- … mas, convém lembrar que se trata de uma antiga república soviética e…
- Ok. Tchau.
- … é um país rico em petróleo.
- Tenho de ir.
- Vai, filho, vai.
- Tás p’raí a falar do Cazaquistão!
- Tu é que perguntaste!
- Pois, pai. Mas eu pensei que tu fosses dizer “sei lá”. Nunca pensei que fosses demorar tanto tempo!
- Ena, tás todo cheirosinho!
- Nota-se, minha linda?
- Nota-se. Tomaste banhinho?
- Sim. Lavei-me por baixo e tudo.
- E consegues, meu gordalhufo?
- Consigo. Tenho os braços compridos.
- Haja alguma coisa comprida, nesse corpinho.
- Do que está à mostra, claro!
- E do que está escondido, aposto!
- Olha-me esta! Tu queres ver...?!
- Não, não quero. Mas obrigada, por teres perguntado.
Ai, estes dois! Um dia destes, casam-se.
O compositor brasileiro Heitor Villa-Lobos vai estar em destaque na programação da Casa da Música, para 2026. "Porquê Villa-Lobos?", perguntei. O diretor artístico da Casa da Música devolveu-me a pergunta: "E porque não?" E, depois, defendeu que o compositor brasileiro é um dos grandes compositores dos séculos XIX e XX, mas que, infelizmente, ainda não é tão conhecido como devia. Para além da apresentação integral das "Bachianas Brasileiras" (são 9), a programação vai colocar a obra de Villa-Lobos em diálogo com outros compositores como Bach (naturalmente), mas, também, Bartók, Lopes-Graça ou Ginastera - compositores que aprofundaram a relação entre a música erudita e a música popular.
O 25 de Novembro foi, também, um confronto de modelos económicos. No final, ganhou a economia de mercado. Fui ao mercado. Comprei tomates, nabos, alhos, cebolas, brócolos, rabanetes e ovos, a bom preço. Com o que poupei, no mercado, comprei um 25 de Novembro.
Um artigo, jornalístico, que é quase uma tese académica. Em vésperas dos 50 anos do 25 de Novembro, a Visão levanta 10 questões sobre a data histórica e procura dar respostas sobre as mesmas. Foi um golpe de esquerda ou de direita? Quem foram os protagonistas? Quem ganhou? Quem perdeu? O 25 de Novembro foi contra o 25 de Abril? Ou foi a consolidação do mesmo? Deve ser celebrado? Antes de dizer "sim" ou "não", a "favor" ou "contra", convém saber o "quê", "quem", "quando", "onde", "como", "porquê". Enfim, aquelas coisinhas que fazem parte de uma coisa maior chamada jornalismo, que a Visão continua a defender - com as dificuldade que são conhecidas. Obrigado, Filipe Luís.
"Conheces a Ornella Vanoni?!”, espantou-se a minha amiga italiana, “Não sabia que ela era conhecida, em Portugal!”. Respondi-lhe que, na minha geração, não era - “Eu é que sou um tipo esquisito”. Nos anos 90, tinha engraçado com um tema novo que me chegara à rádio: chamava-se “Insieme a te”. Percebia-se que a canção era nova, tinha uma produção moderna, mas a cantora tinha um charme que remetia para o passado. Entretanto, encontrei outras canções de Ornella, numas coletâneas de música italiana dos anos 60, que tínhamos lá na rádio. E, a seguir, descobri que já conhecia algumas canções, como “Senza fine” e “L'appuntamento”. Esta última é a adaptação de “Sentado à beira do caminho”, de Roberto Carlos. Finalmente, soube que Ornella gostava tanto de música brasileira, que até gravou um disco inteiro com Vinicius e Toquinho. “Senza Paura” vem desse disco. Nesta apresentação, com Fiorella Mannoia, Ornella ainda estava cheia de vida. Agora, perdeu-a, aos 91 anos.


Era uma vez:
Uma Bela Adormecida, que não queria ser acordada
Uma Branca de Neve, que vai perdoar a madrasta
Uma Gata Borralheira, que duvida do príncipe.
O suiço Robert Walser reescreve as histórias, a partir dos contos tradicionais dos irmãos Grimm. Isto é profundamente subversivo. "Acha?", responde, a perguntar, o encenador. E acrescenta, divertido: "Eu também acho". Nuno Carinhas resolveu juntar as três histórias numa peça de teatro. Uma Walser a três tempos, para ver no Teatro Nacional São João, no Porto.
[Foto TNSJ / José Caldeira]