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Descobrir a careca

por Miguel Bastos, em 08.01.16

sofia careca2.png

Não sei bem quem é Sofia Ribeiro. Sei que é atriz. Sei que é conhecida das novelas. Sei que tem cancro, porque a própria decidiu comunicar, publicamente, a sua sua doença. E sei que, agora, partilhou a sua careca no Facebook. Vi a sua imagem. É uma mulher linda. Claro que já era linda, antes do cancro.

 

Fiquei a pensar na subjetividade da beleza. Noutro contexto, centrar a atenção na sua beleza poderia ser despropositado ou, mesmo, ofensivo. Imaginemos que Sofia era candidata a um cargo político ou convidada para a administração de uma empresa, ou concorrente a um prémio científico ou literário. Realçar a sua beleza poderia ser visto como uma forma de menorizar a sua experiência, o seu conhecimento, a sua inteligência. Por outro lado, à beleza física das modelos, das misses ou das actrizes, tem-se procurado adicionar outros recursos e atributos, como, por exemplo, a inteligência.

 

Mas, quando se tem uma doença (grave, como é o caso) ser bela, permanecer bela é muito importante. Para manter a sua dignidade e a sua auto-estima, mas também para atribuir dignidade a qualquer ser humano, face a uma doença como o cancro. O cabelo é só um pormenor. E foi isso que Sofia Ribeiro quis realçar...

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O Tino

por Miguel Bastos, em 06.01.16

tino presidente.png

Entre os debates de ontem, vi uma entrevista. Foi ao candidato Vitorino Silva. Ninguém sabe quem é. É o Tino de Rans. Não deve faltar gente que tenha achado a entrevista divertida. Eu achei triste.

 

Pois é, não achei graça. Como não acho graça aos apanhados, às gafes em direto, a pessoas a cair na rua. O entrevistador, José Rodrigues dos Santos, esteve numa posição muito difícil. Tentou entrevistar Tino de Rans, como um candidato “normal”. Fez as perguntas que achou pertinentes, mas não obteve respostas. A dada altura Tino deixa escapar “Se me fizer perguntas sobre calcetaria, eu terei todo o gosto em responder.” Acontece que Tino não é candidato a calceteiro. É candidato a Presidente. E convinha dizer alguma coisa.

 

No rescaldo, José Manuel Fernandes questionava se fazia sentido haver candidatos que nem sequer têm a noção do que é ser Presidente da República. Tino pode ser candidato? Claro que pode. Não quer dizer que deva.

 

PS. Gostava de ter usado o título “Perder o Tino”. Infelizmente, já o tinha usado.

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Albergue espanhol?

por Miguel Bastos, em 05.01.16

debate presidenciais antena 1.jpg

Estamos na campanha para as presidenciais. Tenho tentado seguir os debates na televisão. É difícil. São mais de 20. Ontem, até ouvi o debate, na rádio, com 10 candidatos. Isso mesmo, dez. Enchiam o estúdio da Antena 1. Falou-se do cargo de presidente, de governação, de demitir governos, do Banif. Tino de Rans adaptou António Variações para dizer que “quando os bancos não têm juízo, o povo é que paga”. Foi um debate e pêras!

 

À noite, Miguel Sousa Tavares considerava que há candidatos que procuram, apenas, publicidade. São as presidenciais ao serviço dos 15 minutos de fama, de Andy Warhol. Freitas do Amaral reforçou o óbvio: ninguém deve começar uma carreira política pela Presidência da República. Maria de Belém já tinha dito o mesmo. Mas Maria é candidata a Belém. Freitas já foi e não volta a ser.

 

A democracia é de todos e para todos. Mas, ao ver tantos e tão estranhos candidatos, pergunto-me se deve ser um albergue espanhol. Com todo o respeito pelo setor hoteleiro e pelos espanhóis.

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